Bovespa caí 0,11% com commodities e realização de lucros

Bolsa de SP chegou a ficar abaixo dos 57 mil pontos; dólar teve quarta alta seguida e foi cotado a R$ 1,865

AE,

27 de agosto de 2009 | 17h28

A queda das commodities, além da notícia de uma eventual capitalização da Petrobrás, abriu espaço para o movimento de realização de lucros na Bovespa nesta quinta-feira, 27. A agenda norte-americana de indicadores foi positiva, mas insuficiente para trazer os índices de volta para o azul. O Ibovespa chegou a ser negociado abaixo dos 57 mil pontos, pressionado por Petrobrás, Vale, siderúrgicas e bancos, e fechou em baixa de 0,11% (57.703,85 pontos).

 

Nos Estados Unidos, após passarem grande parte do dia em baixa, as bolsas subiram no fechamento, impulsionadas pelo avanço acentuado dos papéis da Boeing - que empurraram o índice Dow Jones para o território positivo - e pela forte demanda por títulos do Tesouro dos EUA em um leilão de T-notes de 7 anos. O avanço das ações alimentou o apetite por risco e pesou sobre o dólar, que chegou a tocar os menores níveis em algumas semanas ante o euro e o iene. Dow Jones subiu 0,39%; Nasdaq teve alta de 0,16%; e S&P-500 avançou 0,28%.

 

Na Europa, a bolsa de Londres fechou com o FT-100 em queda de 0,43%; em Paris, o CAC-40 cedeu 0,54% e em Frankfurt o Dax fechou em baixa de 0,94%. Os mercados foram em geral pressionados pela realização de lucros.

 

A pressão de alta que o dólar exibiu no mercado doméstico nesta quinta-feira surpreendeu os especialistas. A avaliação é de que foi o clima azedo do mercado externo que abriu espaço para a trajetória de valorização da moeda norte-americana ante o real. O dólar encerrou o dia cotado a R$ 1,865, com alta, a quarta consecutiva, de 0,21%.

 

O movimento em Wall Street acabou reforçando a tendência tomadora exibida pelo mercado desde o início do dia após a divulgação dos dados industriais da Fiesp. Também o leilão de prefixados do Tesouro teria contribuído para segurar as taxas. Ao término da negociação normal, o juro pós-fixado (DI) janeiro de 2011 (111.880 contratos) voltava aos 9,69% desta última terça-feira, de 9,66% no ajuste e 9,65% no fechamento nesta última quarta-feira. O DI janeiro de 2012 (48.035 contratos) subia a 11,01%, de 10,98% e 11,00% no fechamento e ajuste anteriores.

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