Bovespa cai 0,17%, mas acumula alta de 1,32% na semana

Alta das ações da Petrobras, beneficiadas pelo recorde do petróleo em NY, impede queda maior do índice

Claudia Violante, da Agência Estado,

11 de julho de 2008 | 17h42

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) quase resistiu à queda das bolsas norte-americanas nesta sexta-feira, 11: no ajuste do pregão, acabou virando para o negativo, apesar do empurrãozinho da Petrobras. As ações da estatal do petróleo tiveram uma sessão predominantemente positiva, impedindo que as perdas do índice fossem maiores. Wall Street também trabalhou contra: operou o dia quase todo no negativo. Veja também:Dólar cai 0,56% em sessão de volatilidade externa  O Ibovespa encerrou o pregão com baixa de 0,17%, aos 60.148,3 pontos, mas acumulou alta de 1,32% na semana. Em julho, o índice ainda recua 7,49%. No ano, as perdas somam 5,85%. O volume financeiro negociado nesta sexta totalizou R$ 4,796 bilhões (preliminar). Em Wall Street, o Dow Jones terminou em baixa de 1,14%, aos 11.100,5 pontos. Pela manhã, caiu abaixo de 11 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2006. O S&P recuou 1,11%, aos 1.239,49 pontos, e o Nasdaq, de 0,83%, aos 2.239,08 pontos. Os destaques do pregão, de novo, foram Freddie Mac e Fannie Mae, que foram as justificativas para queda predominante na sessão e, também, pela recuperação uma hora antes de os negócios cessarem.  A razão para a alta foi a informação de que o presidente do Fed, Ben Bernanke, disse ao executivo-chefe da Freddie Mac, Richard Syron, que a agência e a Fannie Mae estão qualificadas a utilizarem a janela de redesconto do Fed. Essa opção seria um alívio à situação preocupante em que se encontram as agências financiadoras de hipotecas patrocinadas pelo governo, cujos rumores rondam uma possível "quebra". Logo cedo, os investidores saíram numa venda desenfreada dos papéis - as ações chegaram a despencar mais 50% pela manhã - depois de se desapontarem com o discurso vazio do secretário do Tesouro, Henry Paulson, que nada detalhou sobre um plano para ajudar as agências. Petróleo Mas a recuperação dos índices foi apenas momentânea e as bolsas voltaram a recuar. Também pesou negativamente sobre as ações nos Estados Unidos a alta do petróleo. Nesta sexta, o preço do contrato para agosto negociado na Nymex subiu 2,42%, para US$ 145,08. Em Nova York, o petróleo para entrega em agosto atingiu o recorde intraday de US$ 147,27 o barril. O Brent para agosto fechou em alta de US$ 2,46, em US$ 144,49 o barril, após tocar o recorde intraday de US$ 147,50 no mercado eletrônico ICE. Os vendidos ajustaram posições se preparando para o final de semana, com os temores de que a tensão geopolítica pode aumentar,com o conflito armado entre Irã e Israel. No Brasil, as ações da Petrobras reagiram em alta ao avanço do petróleo. Petrobras ON subiu 0,88% e Petrobras PN, 1,37%. Vale trabalhou a sessão toda num vaivém entre alta e baixa, mas fechou na segunda opção. Vale ON, -1,63% e Vale PNA, -0,32%. Nesta sexta começou o período de reserva para a oferta global de ações da mineradora. O destaque do pregão doméstico foram as ações do empresário Eike Batista: OGX e MMX. Os papéis despencaram depois que a Polícia Federal confirmou ter executado mandado de busca e apreensão de documentos na casa do controlador das empresas, e na sede da MMX. Os mandados fazem parte da Operação Toque de Midas, que investiga irregularidades na concessão da estrada de ferro do Amapá. OGX ON, que chegou a cair 22,75%, fechou em baixa de 10,51%. MMX ON, que recuou 16,03% na mínima, fechou em -9,78%. Os papéis não integram o Ibovespa.

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