Bovespa cai 0,74%, mas sustenta nível de 60 mil pontos

Indicador negativo do setor imobiliário dos EUA causa temor nos investidores, que correm atrás de lucros

24 de setembro de 2009 | 17h24

O dado do setor imobiliário norte-americano mais fraco do que o esperado foi a senha que o mercado acionário usou para dar continuidade ao movimento de realização de lucros nesta quinta-feira, 24, iniciado na véspera. Nestas duas sessões, a Bovespa perdeu 2,35%, mas chegou a ser bem mais, 3%, quando o índice operava na mínima do dia na sessão de hoje, aos 59.600 pontos (-1,48%). Assim, terminou em baixa de 0,74%, garantindo o patamar de 60 mil pontos, aos 60.046,28 pontos. Na máxima do dia, registrou 60.978 pontos (+0,80%). No mês, acumula alta de 6,30% e, no ano, de 59,91%. O giro financeiro totalizou R$ 5,033 bilhões. Os dados são preliminares.

 

No cenário internacional, a inesperada queda nas vendas de casas nos EUA em agosto ofuscou o dado positivo sobre o mercado de trabalho divulgado mais cedo e fez com que os ativos considerados de maior risco, como ações e o euro, revertessem os ganhos que registravam até então. Em Nova York, exibindo aversão ao risco, as bolsas tiveram desempenhos fracos: Dow Jones caiu 0,42%, e Nasdaq recuou 1,12%. Na Europa, a bolsa de Londres fechou com o índice FT-100 em queda de 1,17%; o CAC-40, de Paris, cedeu 1,66% e o Dax, de Frankfurt, terminou em baixa de 1,70%.

 

No mercado doméstico de câmbio, a constatação de que o fluxo continua negativo impulsionou um movimento de realização de lucros, depois de dois dias consecutivos de quedas recordes que levaram, inclusive, a moeda americana nesta última quarta-feira ao seu menor patamar desde 12 de setembro do ano passado (véspera da crise iniciada com a quebra do Lehman Brothers). No mercado à vista, a moeda voltou ao patamar de R$ 1,80. O pronto na BM&F teve alta de 1,43%, a R$ 1,8085, enquanto no balcão a elevação foi de 0,95%, para R$ 1,8040.

 

O mercado de juros abandonou o ajuste de baixa ensaiado pela manhã e as taxas voltaram a subir à tarde, após começarem o período já perto da estabilidade. O final da negociação normal na BM&F foi marcado por mais uma rodada de zeragem de posições vendidas, que levou os principais juros pós-fixados (DIs) para as máximas e fermentaram o volume de contratos negociados em relação ao ritmo da manhã. Os números divulgados pelo IBGE, tanto relativos ao mercado de trabalho quanto ao IPCA-15, vieram dentro do esperado e não ajudaram a definir uma trajetória na etapa inicial dos negócios, enquanto no pregão vespertino a cautela voltou a dominar as mesas. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (248.180 contratos) estava em 10,19%, de 10,14% e 10,15% no ajuste e fechamento na quarta-feira. O DI janeiro de 2012 (46.915 contratos) subia a 11,49%, de 11,42% e 11,43% no ajuste e fechamento ontem. O DI julho de 2010 (43.455 contratos) estava em 9,18%, de 9,15% na quarta-feira.

 

(Com Agência Estado)

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