Bovespa cai 1,5% e fica abaixo de 56 mil pontos

Bovespa cai 1,5% e fica abaixo de 56 mil pontos

Negócios foram influenciados por expectativas com pesquisas eleitorais e pela aversão ao risco no exterior; no mês, a Bolsa acumula queda de 8,69% e, no ano, alta de 8,65%

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 17h53

A Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira, 25, abaixo do patamar dos 56 mil pontos, pressionada por expectativas com pesquisas eleitorais e pela aversão ao risco no exterior. No fim do dia, a Bolsa caiu 1,52%, para 55.962,08 pontos. O volume de negócios somou R$ 6,223 bilhões, segundo dados preliminares. Durante a sessão, a Bolsa oscilou entre uma máxima de 56.822 pontos (-0,01%) e uma mínima de 55.876 pontos (1,67%). No mês de setembro, acumula queda de 8,69% e, no ano, alta de 8,65%.

O Ibovespa iniciou a sessão em alta em meio à cautela com as pesquisas eleitorais, visto que a sondagem Datafolha está prevista para ser anunciada amanhã. O índice renovou as mínimas mais tarde com abertura negativa das Bolsas em Nova York, que foram afetadas por indicadores econômicos dos EUA. As encomendas de bens duráveis mostraram queda de 18,2% em agosto, contrariando expectativa de redução menor, de 17,5%. Já os pedidos semanais de auxílio-desemprego subiram para 293 mil na semana passada, um pouco melhor que a previsão de alta para 296 mil pedidos. Ainda assim, a média dos pedidos segue nos menores níveis em oito anos. 

A aversão ao risco dos mercados acionários em Wall Street se propagou, durante a manhã, para as praças europeias, que zeraram os ganhos registrados até então, devido a comentários do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e passaram a cair. Draghi disse que o BCE pode usar todas as ferramentas possíveis dentro do mandato para afastar os riscos de inflação excessivamente baixa na região. O mau humor dos investidores no exterior também foi alimentado por um discurso do presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Mark Carney, sobre aumento de juros no Reino Unido e uma notícia sobre a possibilidade de a Rússia confiscar ativos estrangeiros no país.

No setor corporativo dos EUA, o destaque negativo foram as ações da Apple, que registraram forte queda, devido a problemas reportados com o sistema operacional IOS 8. No fim do pregão em Wall Street, Nasdaq registrou a maior queda entre seus pares, de 1,94%. O índice Dow Jones caiu 1,54% e S&P 500 recuou 1,62%, nas mínimas. 

No Brasil, as perdas da Bovespa foram conduzidas principalmente pela queda das ações da Petrobrás, dos bancos e do setor de mineração e siderurgia. Os papéis da Vale e das siderúrgicas foram prejudicados por uma nova queda dos preços internacionais do minério de ferro. O preço do insumo, com teor de 62% negociado no porto de Tianjin (China), caiu 1%, cotado em US$ 78,6. No acumulado do ano, a queda chega a quase 42%. Vale ON (-1,05%) e Vale PNA (-0,61%), CSN (-1,94%) e Usiminas PNA (-2,83%).

Os papéis ON e PN da Petrobrás recuaram 1,41% e 1,93%, respectivamente, afetados pelas especulações com as eleições. 

No setor financeiro, Banco do Brasil registrou uma das maiores quedas (3,60%), afetado ainda pela notícia de que o governo brasileiro utilizará recursos do Fundo Soberano, o que implicaria em vendas de ações do banco já que o fundo tem papéis do BB. Entre os bancos privados, Bradesco ON (-2,48%), Bradesco PN (-2,39%), Itaú Unibanco (-3,13%).

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