Bovespa cai 1% nesta 6ª, mas fecha semana com alta de 2,5%

Petrobrás, principal responsável pela alta acumulada nos últimos dias, também recuou, o que não impediu as ações de terminarem a semana com ganhos de 4%

Claudia Violante, Agência Estado

22 de agosto de 2014 | 17h21

A Bovespa aproveitou a agenda vazia e a queda das bolsas no exterior para finalmente engatar uma realização de lucros, após acumular pouco mais de 6% de ganhos nas seis sessões anteriores. Petrobrás, principal responsável pela alta acumulada nos últimos dias, também sentiu mais as ordens de vendas, o que não impediu as ações de terminarem a semana com ganhos de 4%. 

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,99%, aos 58.407,32 pontos. Na mínima, registrou 58.164 pontos (-1,40%) e, no ano, 58.992 pontos (estável). Subiu pela segunda semana consecutiva, 2,54%. No mês, tem alta de 4,62% e, no ano, de 13,40%. O giro financeiro totalizou R$ 4,932 bilhões.  

Os mercados amargaram perdas no exterior. A Europa, prejudicada pelas tensões na Ucrânia, depois que um comboio de caminhões russos entrou no país sem autorização. Após o fechamento das praças acionárias, a Otan informou que a Rússia usou sua artilharia contra forças ucranianas tanto de seu próprio território como de dentro da Ucrânia. 

Nos EUA, as atenções estavam voltadas para as declarações da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, no simpósio de Jackson Hole. E ela reforçou o que já trouxe a ata do Fomc divulgada na quarta-feira: o mercado de trabalho se recuperou mais rapidamente do que previa do BC e isso pode significar uma antecipação do início do aperto monetário do país. 

Yellen ponderou, no entanto, que o Fed tende a ficar mais acomodatício se a economia decepcionar. As bolsas passaram oscilando ao redor da estabilidade. No final, o Dow Jones recuou 0,22%, aos 17.001,22 pontos, S&P recuou 0,20%, aos 1.988,41 pontos, e o Nasdaq subiu 0,14%, aos 4.538,55 pontos. Na semana, acumularam, respectivamente, +2,03%, +1,71% e +1,65%.

À tarde, o presidente do BCE, Mario Draghi, disse, em Jackson Hole, que a instituição está pronta para modificar sua política, embora espere que as medidas decididas em junho ajudem a estimular a demanda, como previsto. As bolsas dos EUA e a brasileira não foram impactadas pela declaração. 

No Brasil, Petrobrás fechou em -1,89% na ON e -1,78% a PN. Vale ON terminou em baixa de 0,60% e Vale PNA, de 0,92%. Bradesco PN caiu 1,57%, Itaú Unibanco PN, 1,13%, BB ON, 0,46%, e Santander unit, 0,97%.

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