Bovespa cai 2,51% em dia de preocupação no cenário mundial

Porto seguro dos investidores com sentimento de aversão ao risco acirrado, dólar fechou cotado a R$ 1,868

AE,

17 de agosto de 2009 | 17h16

O mercado financeiro reviveu nesta segunda-feira, 17, um daqueles dias de aversão ao risco, com os investidores saindo de ações e commodities para comprar dólar, diante do sentimento de que o crescimento da economia mundial terá fôlego menor que o previsto. O início da semana na Bolsa de Valores de São Paulo foi marcada por forte pressão vendedora, com os investidores estrangeiros embolsando uma parte dos ganhos auferidos no ano, que chegaram a ultrapassar 50% na última semana. Ao final do dia, o Ibovespa registrou queda de 2,51% (55.218,37 pontos).

 

O ajuste negativo começou na Ásia, com os investidores dando como justificativa o PIB japonês e a queda de investimento estrangeiro na China. A Bolsa de Tóquio caiu 3,1% e a Bolsa de Xangai despencou 5,8%, após subir 87,4% nos primeiros sete meses do ano. Com o receio de que o rali de alta possa ter sido exagerado diante da situação real da economia global, os investidores correram para embolsar os lucros recentes em Nova York e as bolsas registraram queda: Dow Jones caiu 2%; Nasdaq recuou 2,75% e o S&P 500 teve baixa de 2,43%. Na Europa, a Bolsa de Londres fechou em baixa de 1,46%; Paris recuou 2,16% e Frankfurt caiu 2,02%.

 

O movimento de ajuste nos preços dos ativos financeiros generalizou-se pelos mercados nesta segunda-feira. Os últimos dados da economia norte-americana frustraram e desafiam o rali que marcou o mês de julho. As perdas ocorrem nos diferentes segmentos de negócio e o dólar, em alta perante as demais moedas, mostra-se, novamente, o porto seguro dos investidores com sentimento de aversão ao risco acirrado. Ante o real, a moeda norte-americana fechou o dia cotado a R$ 1,868, com alta de 0,81%.

 

Os contratos futuros de juros voltaram a retirar prêmios nesta de segunda-feira, em um movimento que foi definido no início do dia. Os prêmios foram enxugados, principalmente, nos contratos mais longos, já que os fatores direcionais pontuais não desencadearam alterações de expectativas quanto à política monetária no curto prazo. No exterior, a fase de realização de lucros teve novo acréscimo, com minúcias do relatório do PIB japonês ofuscando o dado cheio. No âmbito interno, a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, voltou a apontar projeções mais suaves para a inflação e apenas uma melhora marginal para os prognósticos de PIB e produção industrial.

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