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Bovespa cai 2,68%, com fraude e indicadores fracos nos EUA

Bolsa de SP começou o dia em alta, mas virou à tarde seguindo o mau humor dos investidores em Nova York

Claudia Violante, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2008 | 18h30

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve dois pregões nesta segunda-feira, 15, que inaugurou a última semana completa de 2008. Pela manhã, o vencimento de opções sobre ações levou o índice para cima, sustentado pelo desempenho de Vale e Petrobras. À tarde, passado o exercício, a Bolsa oscilou ao sabor de Wall Street, o que significou sinal vermelho, apesar de as blue chips continuarem em alta - exceção para Vale PNA, que virou no final. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O Ibovespa recuou 2,68%, aos 38.320,19 pontos, na mínima do dia. Na máxima, atingiu 39.735 pontos (+0,92%). Em dezembro, o índice acumula ganhos de 4,71%, mas tem perdas de 40,02% em 2008. O giro financeiro totalizou R$ 5,166 bilhões, dos quais R$ 1,548 bilhão referente ao vencimento de opções sobre ações. Os dados são preliminares. Pela manhã, o exercício das opções levou os investidores a 'puxarem' para cima as ações de Petrobras e Vale, já que os comprados estavam mais fortes neste vencimento. Mas acabado o movimento, o desempenho das bolsas nos Estados Unidos voltaram a guiar os negócios por aqui, e o índice passou a recuar sob influência, principalmente, de bancos e siderúrgicas. As blue chips resistiram às perdas e mantiveram os ganhos, apesar de oscilarem muito entre altas e baixas durante a tarde.  No finalzinho da sessão, Vale PNA acabou virando e fechou na mínima do dia, em baixa de 1,32%. A ação ON subiu 0,64%. Hoje, o diretor de Diretor de Relações com Investidores da Vale, Fábio Barbosa, afirmou que as perspectivas para o setor de mineração seguem positivas no longo prazo, apesar da atual retração do mercado.  Petrobras ON fechou com elevação de 0,54% e PN, de 1,33%. As ações contaram, em boa parte da sessão, com a pressão da alta do preço do petróleo no mercado internacional. No meio da tarde, entretanto, a commodity virou para baixo, mas as ações da estatal não acompanharam. A partir da meia-noite de hoje, os trabalhadores do Sistema Petrobras vão entrar em greve em protesto contra a realização da 10ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural, prevista para ocorrer nos dias 18 e 19, no Rio de Janeiro. Na Nymex, o contrato para janeiro recuou 3,82%, para US$ 44,51. Na quarta-feira, a Opep deve decidir por um corte na produção de petróleo, de modo a conter a queda nos preços. Em Wall Street, o Dow Jones caía 1,61% às 18h17, o S&P, 2,23%, e o Nasdaq, 2,86%. Novos indicadores fracos pressionaram as ações hoje, mas o destaque da sessão foi a notícia sobre a fraude de US$ 50 bilhões de um dos mais renomados gestores de fundos de Wall Street, que saiu na quinta-feira à noite, mas cujas vítimas começaram a aparecer no final de semana.  Vários gigantes anunciaram suas perdas com o esquema de pirâmide montado por Bernard Madoff: a do banco espanhol Santander, por exemplo, supera US$ 3 bilhões; a da japonesa Nomura é de US$ 302 milhões, a do BNP Paribas, de quase US$ 500 milhões, e o HSBC pode ter uma exposição de até US$ 1 bilhão, segundo o Financial Times.  A notícia ganhou amplitude dada a fragilidade do mercado diante da crise e em meio a indicadores que não cessam em trazer números débeis apesar dos inúmeros pacotes e medidas de ajuda divulgados no mundo todo. Só para citar os Estados Unidos, dos índices divulgados hoje, foi conhecida a queda de 0,6% da produção industrial em novembro na comparação com outubro nos EUA e que o índice sobre atividade industrial na região de Nova York atingiu mínima histórica em dezembro, a -25,76.  Amanhã, em mais uma tentativa para minimizar os efeitos da crise numa economia que já está em recessão, o Federal Reserve anuncia sua taxa básica de juros, hoje em 1% ao ano. A aposta majoritária dos especialistas é de que o BC norte-americano corte a taxa para 0,50%, mas esta tarde os contratos futuros de Fed Funds embutiam um corte maior, para 0,25% ao ano.

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