Bovespa cai 2% pressionada por Petrobras

O principal índice das ações brasileiras anulou nesta segunda-feira boa parte da expressiva alta da sessão anterior, com o mercado local adotando uma postura mais cautelosa antes de vários indicadores e da definição sobre a capitalização da Petrobras.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

30 de agosto de 2010 | 17h45

O Ibovespa caiu 2,02 por cento, para 64.260 pontos. O giro financeiro do pregão foi de apenas 4,04 bilhões de reais.

Na sexta-feira, o índice subiu 2,69 por cento, após seis dias seguidos de baixa.

Em Nova York, as bolsas também caíram. O índice Standard & Poor's 500 recuou 1,39 por cento e o Dow Jones teve queda de 1,47 por cento.

"Os investidores estão embolsando um pouco de ganhos. Principalmente em razão dos dados que estão para sair essa semana, como o PMI da China, que é importantíssimo para os investidores saberem como está a demanda por commodities", disse o operador Leonardo Bardese, da corretora BGC Liquidez, em referência ao indicador que será divulgado na quarta-feira.

"A gente também vai ter o 'payroll' (dado sobre postos de trabalho) de sexta-feira nos Estados Unidos, além da expectativa da precificação do barril da cessão onerosa (da Petrobras)", completou.

Com o maior peso individual na queda do índice, a ação preferencial da Petrobras caiu 4,18 por cento, a 25,45 reais.

Em evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o preço do barril para a capitalização da estatal ainda não está definido.

A segunda maior contribuição para a baixa do Ibovespa coube às ações preferenciais da Vale, com queda de 2,98 por cento, a 40,70 reais. Segundo Bardese, a mineradora repercutiu o cenário de aversão a risco no exterior e de incerteza sobre a demanda por commodities na China.

No mercado internacional, dois eventos contribuíram para o clima ruim nas bolsas globais. No Japão, o Banco Central convocou uma reunião emergencial para anunciar pequenos ajustes monetários, mas frustrou a expectativa do mercado por medidas mais agudas de estímulo à economia.

Nos EUA, o presidente Barack Obama afirmou que o governo estuda medidas como corte de impostos para a classe média, maior incentivo ao desenvolvimento de energia limpa e investimentos adicionais do Estado em infraestrutura. Assim como no caso do Japão, o mercado reagiu mal, esperando novidades mais concretas para estimular a economia.

Em termos percentuais, a maior alta do Ibovespa ficou a cargo da varejista Lojas Renner, com valorização de 2,84 por cento, saindo a 55,39 reais. Na outra ponta, Duratex caiu 4,58 por cento, para 17,30 reais.

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