Bovespa cai 4,2%, maior queda porcentual desde setembro de 2011

Forte perda das empresas de Eike e dados fracos da indústria e do comércio pressionaram o Ibovespa 

Claudia Violante, da Agência Estado,

02 de julho de 2013 | 18h05

A dificuldade prossegue na Bovespa neste começo de segundo semestre, depois da queda acumulada superior a 20% nos primeiros seis meses do ano. A Bovespa despencou nesta terça-feira, 2, chegando a operar abaixo dos 45 mil pontos e na sequência de leve baixa no pregão anterior.

A situação de OGX e, por tabela das demais empresas X, os dados fracos da produção industrial brasileira e das vendas de veículos construíram um cenário de aversão aos ativos domésticos. A percepção se agravou quando Wall Street virou para o vermelho, no meio da tarde.

O Ibovespa terminou a sessão com perda de 4,24%, maior queda porcentual desde 22 de setembro de 2011, quando havia se desvalorizado 4,83%. Encerrou nos 45.228,95 pontos, menor nível desde 22 de abril de 2009 (44.888,20 pontos). Na mínima, registrou 44.819 pontos (-5,10%) e, na máxima, 47.222 pontos (-0,02%). No mês, já acumula baixa de 4,69% e, no ano, de 25,8%. O giro financeiro totalizou R$ 8,751 bilhões. Os dados são preliminares.

Segundo profissionais de renda variável, o cenário interno está debilitado, com inflação elevada, economia fraca, política fiscal questionada e, agora, maior risco de ingerência política na economia. Nesse quadro, a deterioração das empresas do grupo X, os números fracos da produção industrial e de vendas da Fenabrave levaram os investidores a se desfazer de ações de companhias brasileiras.

De acordo com o IBGE, a produção industrial recuou 2% em maio ante abril, mais do que a queda de 1,7% prevista no piso das projeções dos especialistas ouvidos pelo AE Projeções.

A avaliação corrente é que o governo não está conseguindo fazer a economia andar, como reforçaram os números da Fenabrave: as vendas de autos e comerciais leves caíram 11,08% em junho ante maio.

Na Bovespa, a venda de papéis foi generalizada e apenas duas ações do principal índice fecharam no azul: B2W ON (+6,64%) e Dasa ON (+2,14%).

OGX, mais uma vez, liderou as perdas do Ibovespa ao escorregar 19,64%, cotada a R$ 0,45. Mais cedo, diversas instituições revisaram para baixo o preço-alvo para a ação da empresa - a R$ 0,10 no pior relatório -, e a agência de classificação de risco Standard & Poor''s reduziu o rating da companhia de B- para CCC, com perspectiva negativa.

MMX ON caiu 17,29%, a segunda maior baixa do Ibovespa, seguida por LLX ON, com perda de 11,24%.

Dentre as blue chips, Petrobrás ON perdeu 3,94% e a PN cedeu 4,76%. Vale ON teve baixa de 3,36% e a PNA recuou 4,33%.

No exterior, as Bolsas norte-americanas operaram em alta a maior parte do dia, influenciadas pelo bom desempenho do setor automotivo norte-americano em junho e também pelo o relatório de encomendas à indústria dos EUA em maio.

À tarde, no entanto, os índices viraram e fecharam no vermelho. O Dow Jones caiu 0,28%, aos 14.932,41 pontos, o S&P recuou 0,05%, aos 1.614,08 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,03%, aos 3.433,40 pontos.

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