Bovespa cai 4%, maior baixa desde junho

A queda das bolsas norte-americanas na abertura do pregão regular frustrou a tentativa de recuperação da Bovespa, esboçada logo após a divulgação do relatório de emprego de dezembro nos EUA, que trouxe uma criação de vagas melhor que a esperada. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou perda de 4,03%, para 42.245 pontos, a maior baixa desde 12 de junho. O volume negociado, por outro lado, foi alto, totalizando R$ 4,09 bilhões.Contudo, analistas ouvidos pela AE afirmam que as perdas da Bovespa nos últimos dois dias são só um ajuste e ainda há espaço para cair mais.O número de vagas abertas cresceu 167 mil ante previsão de expansão de 115 mil postos. Minutos depois da divulgação do dado, o Ibovespa que vinha operando em baixa desde a abertura, reagiu em alta de até 0,14%. Mas a fraca abertura em Wall Street arrastou novamente a Bolsa para o vermelho. A desvalorização da Bolsa no começo da tarde era bem mais intensa do que a verificada em Nova York, onde o Dow Jones cedia 0,41% e o Nasdaq recuava 0,61%. Além da preocupação com o crescimento da atividade, pesava também em NY a queda das ações da Motorola, de mais de 10%. A fabricante de equipamentos telefônicos cortou a previsão de lucros para o quatro trimestre. Operadores observam que a alta dos títulos da dívida norte-americana contribui para a queda maior da Bolsa - já que os investidores acabam migrando para as aplicações de menor risco. Nos EUA, os juros subiram porque cresceu a percepção de que o Fed (banco central do país) pode não cortar a taxa básica dos juros este ano, o que, em tese, poderia vir a afetar o fluxo para mercados emergentes.O petróleo, por sua vez, se mantém em níveis muito baixos - o barril era negociado na faixa de US$ 55,00 -, mas ensaiando alguma recuperação. As ações de Petrobras, no entanto, mantêm a tendência de baixa. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) cedia 0,92%, e era a mais negociada do dia. Petrobras ordinária (ON, com direito a voto) recuava 0,85%. Com tantas preocupações do lado externo, a produção industrial brasileira de novembro melhor do que o esperado - subiu 0,8% na margem e 4,2% em relação a novembro do ano passado - foi deixada de lado na Bolsa. DólarPelo terceiro dia consecutivo, o câmbio fechou com valorização. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista terminou valendo R$ 2,152, em alta de 0,41%. No mercado interbancário, o dólar comercial subiu 0,37% e também fechou a R$ 2,152.O dólar bateu níveis de stop loss (prevenção de prejuízo) de compra à tarde, pressionado pela queda forte da Bovespa. "Os investidores compraram dólar e venderam ações, demonstrando preocupação desencadeada por rumores não confirmados em torno de eventuais perdas amargadas por fundos que investem em commodities", disse um operador.com Reuters

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