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Bovespa cai 7,75%, puxada por Wall Street e Petrobras

Investidores não gostam de aumento nos gastos operacionais da empresa e ações fecham o dia em queda de 12%

Claudia Violante, da Agência Estado,

12 de novembro de 2008 | 18h21

O quadro internacional nesta quarta-feira, 12, era pouco inspirador e, por isso, já justificou boa parte do tombo da Bolsa de Valores de São Paulo. Mas foi a Petrobras que fez o principal índice acionário doméstico cravar perdas superiores a 7%. Os investidores não gostaram dos números sobre gastos operacionais do balanço e castigaram os papéis, que perderam mais de 12%. Considerando que a estatal tem a maior participação individual no índice e também movimenta a maior fatia do giro financeiro, é fácil entender tal comportamento.  Veja também:Dólar sobe 3,20%, refletindo mau humor globalEUA não devem comprar papéis podres, diz Paulson Câmara conclui votação de MP 433, que agora vai ao Senado Caixa libera R$ 2 bi para financiar consumo Desemprego britânico é recorde e indústria européia desaceleraDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 7,75%, aos 34.373,99 pontos. Oscilou entre a mínima de 34.221 pontos (-8,16%) e a máxima de 37.261 pontos (estabilidade). No mês, voltou a acumular perdas, de 7,74%. No ano, a queda atinge 46,19%. O giro financeiro negociado no pregão paulista foi mais forte, com investidores estrangeiros na ponta vendedora, com o reforço da aversão a risco. Somou R$ 5,084 bilhões. Os dados são preliminares. Às 18h15, o Dow Jones caía 4,10%, o S&P, 4,58%, e o Nasdaq, 4,59%. Os investidores amanheceram hoje nos EUA com a notícia de que a Best Buy, a maior varejista de eletrônicos norte-americano cortou sua projeção de resultado para o ano fiscal de 2009. Isso aconteceu apenas dois dias depois da Circuit City, sua principal concorrente, ter entrado com pedido de concordata.  E na Europa as notícias também não foram favoráveis. O Banco da Inglaterra (BoE) avisou que o PIB do Reino Unido caiu 0,5% no terceiro trimestre, o que indica que a economia da região entrou no segundo semestre com recessão. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego na região aumentou 36.500 em outubro, na maior alta desde dezembro de 1992 e no nono mês consecutivo de avanço. O FTSE-100 caiu 1,52%; em Paris, o CAC perdeu 3,07% e, em Frankfurt, a queda chegou a 2,96% no DAX. Nos EUA, as declarações do secretário do Tesouro, Henry Paulson, sobre o Tarp (Troubled Assets Relief Program) reforçaram o mau humor do mercado. Ele afirmou que a compra de ativos podres não é o melhor uso do Tarp, que é o programa de socorro financeiro de US$ 700 bilhões criado por ele mesmo justamente com essa função. Paulson disse ainda que poderá levar semanas para que os técnicos do governo norte-americano elaborem um programa de liquidez para títulos lastreados em ativos.  Do lado doméstico, os investidores resolveram castigar as ações da Petrobras, apesar do lucro recorde registrado pela estatal no terceiro trimestre. A empresa teve lucro líquido de R$ 10,85 bilhões no intervalo. O aumento dos custos operacionais desagradou e levou o Credit Suisse a rebaixar a recomendação para a estatal de "outperform" a "neutra".  Em relatório, o desempenho também foi criticado pelo Citi e UBS. Este último destacou que, "com os preços do óleo em colapso depois do final do terceiro trimestre, o foco do investidor deve ir para dívida líquida e custos e despesas. E aqui a Petrobras decepcionou". O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse esperar melhora da margem Ebitda da companhia no quarto trimestre deste ano, após a queda verificada entre julho e setembro.  As ações da estatal derreteram 13% hoje: as ON perderam 13,25% e as PN, 13,76%. Em Nova York, o preço do petróleo no contrato para dezembro fechou em baixa de 5,34%, a US$ 56,16. Vale também caiu, mas a metade: ON, -6,51%, e PNA, -6,65%.  Outro destaque de baixa ficou com as ações da BM&FBovespa. A bolsa anunciou um bom resultado trimestral, com lucro de R$ 235,611 milhões de julho a setembro (+15,3% ante igual período de 2007), mas os investidores se concentraram na notícia sobre a redução, de 40%, em média, na quantidade de contratos negociados nos primeiros sete pregões do mês em relação à média observada nos três meses anteriores. Os papéis, que têm a terceira maior participação individual no Ibovespa, caíram 8,45%. 

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