Bovespa cai com piora de mercados externos após Fed

A Bovespa encerrou o pregão em baixa, após operar em alta durante praticamente todo o dia.

ROBERTA VILAS BOAS, REUTERS

21 de setembro de 2011 | 18h24

O Ibovespa seguiu a piora nos mercados externos após o comunicado do Federal Reserve (Fed), mas ainda assim registrou perdas menos intensas do que nos Estados Unidos, em parte por causa da disparada de mais de 3 por cento do dólar que, por si só, já desvaloriza as ações brasileiras aos olhos de investidores estrangeiros.

O índice encerrou em baixa de 0,7 por cento, a 55.981 pontos. O volume financeiro do pregão foi de 6,8 bilhões. O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 2,49 por cento.

Alertando contra riscos "significativos" para a economia, o Fed disse que vai lançar um novo programa de 400 bilhões de dólares para direcionar seu balanço de 2,85 trilhões de dólares mais fortemente a ativos de prazo mais longo --por meio da venda de papéis de prazo mais curto e da utilização do capital adquirido para comprar Treasuries de vencimento mais longo.

"A leitura foi bastante negativa lá fora", explicou a chefe de gestão de fortunas da Mirae, Luciana Pazos.

Para o diretor de investimentos da Pimco, Mohamed El-Erian, a indicação de um risco "significativo" de piora foi um destaque negativo do comunicado. "O resultado parece ser um comitê ainda mais dividido."

Diante disso, Luciana Pazos evita dar palpites sobre os próximos pregões. "O cenário está bem ruim. É impossível falar em tendência", disse.

Entre as ações do Ibovespa, o destaque de alta ficou com a Embraer, que subiu 5,38 por cento, a 11,94 reais. A empresa informou nesta quarta-feira que não vê sinais de que a crise internacional afetará sua carteira de pedidos e descartou a possibilidade de reduzir a produção em 2012.

Também no setor de aviação, o papel da TAM encerrou em alta de 0,38 por cento, a 36,80 reais. Durante o dia, a ação chegou a subir mais de 10 por cento, após o sinal verde para a fusão com a LAN, com ressalvas, de um tribunal de defesa da concorrência do Chile.

A maior queda foi das ações da Lojas Renner, com recuo de 4,57 por cento, a 52,20 reais, enquanto o maior volume financeiro foi registrado pelas preferenciais da Vale, de 866 milhões de reais e queda de 1,25 por cento, a 43,45 reais.

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