Bovespa cai com piora no cenário após dados dos EUA

A bolsa de valores brasileira encerrou o pregão desta quarta-feira em baixa, influenciada pela piora no cenário externo após novos dados abaixo do esperado nos Estados Unidos.

ROBERTA VILAS BOAS, REUTERS

28 de março de 2012 | 17h32

O Ibovespa recuou 1,45 por cento, a 65.079 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 6,79 bilhões de reais.

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em baixa de 0,54 por cento, enquanto o S&P 500 perdeu 0,49 por cento.

As novas encomendas de bens duráveis nos EUA subiram menos que o esperado em fevereiro e uma medida para investimento empresarial futuro também veio abaixo das expectativas.

Segundo o diretor da Título Corretora, Márcio Cardoso, além desse indicador, houve outras influências na desvalorização do Ibovespa.

"Teve queda forte na China (a bolsa local recuou 2,65 por cento) e de novo tem todo esse movimento de que pode ter uma desaceleração na economia chinesa, além do número de encomendas de bens duráveis bem abaixo do esperado nos EUA. O mercado aqui também está ligado às commodities, que de maneira geral, cederam", afirmou.

"Mas essas notícias já estão presentes há algum tempo. O mercado está sem uma definição muito clara", completou.

Entre as commodities, a queda nos contratos de petróleo no mercado internacional, pesou nas ações da Petrobras. A preferencial caiu 1,72 por cento, a 23,39 reais, enquanto a ordinária perdeu 1,95 por cento, a 24,17 reais.

Vale também pressionou o Ibovespa, com a preferencial encerrando em baixa de 1,67 por cento, a 40,66 reais, e a ordinária em queda de 1,91 por cento, a 41,60 reais.

Também influenciou na queda a ação da BM&FBovespa, que recuou 2,58 por cento, a 11,69 reais, influenciada pela notícia de que a empresa foi condenada em decisão judicial de primeira instância, num processo envolvendo a maxi-desvalorização do real, em janeiro de 1999.

Na outra ponta, o destaque ficou com o setor de construção, com a PDG Realty tendo alta de 2,52 por cento, a 6,51 reais, MRV, com ganhos de 1,14 por cento, a 13,35 reais, e Rossi com valorização de 0,68 por cento, a 10,33 reais.

A última empresa informou pela manhã que fechou o quarto trimestre com lucro líquido de 91,5 milhões de reais.

Tudo o que sabemos sobre:
BOVESPAFECHAFINAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.