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Bovespa cai com temores com EUA; Europa fecha em baixa

Bolsa de São Paulo chega a subir, mas não resiste a pressões e volta a cair nesta quarte-feira

15 de agosto de 2007 | 13h26

Os temores de que a crise no mercado imobiliário norte-americano contagie outros setores da economia continuam fortes nesta quarta-feira, levando a mais um dia de queda nas bolsas de valores mundiais. No Japão, a bolsa atingiu o menor nível em cinco meses e, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones ficou abaixo dos 13 mil pontos pela primeira vez desde o dia 25 de abril. Além disso, Europa e Ásia fecharam em baixa.   Veja também: Dólar supera R$2 na abertura com tensão no exterior Agitação por crédito persiste e bolsas na Ásia caem Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA Ouça a análise do comentarista Celso Ming    No Brasil, a Bovespa abriu em queda, chegou a ensaiar um movimento de alta por volta das 11h20 da manhã, subindo cerca de 0,7%, mas não conseguiu manter o índice e voltou a cair durante a tarde, com queda de 1,26% às 13h12.   O movimento também ocorreu nas bolsas norte-americanas, que reverteram as perdas registradas após a abertura e foram para o terreno positivo depois que a canadense Coventree Inc. anunciou que encontrou compradores para boa parte de sua dívida lastreada em ativos, alimentando a especulação de que as empresas do setor financeiro conseguirão se recuperar do crédito podre.   Por volta das 13 horas, porém, os índices dos EUA voltavam a cair, com o Dow Jones registrando queda de 0,25%, o S&P cedendo 0,02% e o Nasdaq 0,13%.   Nestlé   Na Europa, as principais bolsas de valores fecharam em leve baixa, já que a forte alta das ações da Nestlé e da Bayer limitou a queda.   O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações das empresas européias, teve variação negativa de 0,08%, a 1.493 pontos. O índice se recuperou na última hora de pregão, após operar em forte queda.   O grupo suíço Nestlé disparou 9,5% depois de revelar fortes resultados e anunciar um enorme programa de recompra de ações.   Na Alemanha, os papéis do grupo químico e farmacêutico Bayer saltaram 5,5% impulsionados por comentários no mercado de que a suíça Novartis estaria interessada em apresentar uma proposta de compra. Nem a Novartis nem a Bayer comentaram os rumores.   Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 0,56%, a 6.109 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,28%, para 7.445 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 0,66 por cento, a 5.442 pontos.   As bolsas asiáticas também fecharam em queda. O indicador que reúne as bolsas de valores da Ásia menos o mercado do Japão caiu 2,89%, para 442 pontos.   Consumo   O elenco de incertezas para os agentes do mercado continua aumentando. Além do impacto direto da crise do subprime, voltou a ganhar relevância desde terça-feira a preocupação de que a corrente volatilidade poderá ter um impacto sério sobre o consumo nos Estados Unidos e outras regiões, desacelerando a expansão econômica.   Além disso, a aversão ao risco começou a se manifestar mais agudamente através da desmontagem de operações de carregamento (carry trades) em ativos emergentes financiadas principalmente pelo iene japonês, que está se fortalecendo diante de outras moedas fortes. Isso sinaliza que a pressão sobre ativos emergentes, inclusive o real brasileiro, que ganhou corpo no final do dia na terça, poderá continuar nesta quarta.   A tese que ainda domina os analistas é de que essa "correção" ainda deve continuar por mais um tempo, pelo menos até o final deste mês, mas em algum determinado momento os preços dos ativos vão atingir um patamar considerado barato, atraindo compradores.   Mas, como disse um estrategista de câmbio de um banco britânico, neste exato momento, a percepção é de que a volatilidade está se ampliando. "Os mercados estão sendo dominados pelo medo do que está por vir", disse o analista. "Medo e incerteza pode ser uma combinação explosiva se o fluxo de notícias negativas não for estancado em breve", completou.

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