Bovespa cai forte e encerra abaixo de 63 mil pontos

A Bolsa de Valores de São Paulovoltou a refletir o medo de recessão nos Estados Unidos que seabateu sobre as bolsas de Wall Street e fechou em forte queda. O Ibovespa caiu 2,56 por cento, aos 62.974 pontos, no menornível desde 19 de fevereiro. O giro financeiro somou 5 bilhõesde reais. O dia foi pródigo em notícias desanimadoras sobre a crisedo setor imobiliário norte-americano, ampliando os temores deque seus desdobramentos estão levando os Estados Unidos a umarecessão. Uma das principais foi a informação de que as ordens dedespejos de pessoas que não conseguiram pagar as prestações desuas casas bateram recorde no último trimestre de 2007. E obanco Merrill Lynch anunciou que vai parar de fazerfinanciamentos imobiliários de risco elevado por meio daunidade First Franklin Financial. Com a decisão, serão cortados650 empregos. O clima azedou ainda mais com o surgimento de rumores sobrea quebra de firmas ligadas ao setor de hipotecas de alto risco,que levou o índice industrial Dow Jones a recuar 1,75 porcento, elevando para 9 por cento a queda acumulada no ano. "A série de notícias relacionadas a perdas de bancos eseguradoras com o setor imobiliário nos Estados Unidos estámantendo o mercado pessimista", disse Álvaro Bandeira, diretorda corretora Ágora. A bolsa paulista, que no pregão anterior havia dado ascostas ao mau humor externo, desta vez não resistiu. Das 64ações que compõem o Ibovespa, só duas fecharam o dia no azul. As líderes de baixa foram as ações ordinárias da Cosan,despencando 6,16%, para 29,84 reais. A companhia anunciou naquarta-feira à noite mais uma etapa de seu plano dereestruturação societária que pode levá-la a deslistar suasações do Novo Mercado.

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