Bovespa cai mais de 2%, apesar de dados positivos nos EUA

Corte de vagas nos Estados Unidos vem abaixo do esperado e anima investidores, mas não segura Bolsa de SP

Agência Estado,

01 de agosto de 2008 | 13h14

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou o mês de agosto registrando queda. A divulgação dos números de julho - melhores que o esperado - do mercado de trabalho dos EUA (o chamado "payroll"), beneficiaram os mercados em Nova York no início do dia, mas não foram suficientes para fazer a Bovespa mudar o sinal. Às 13h11, o principal índice caía 2,23%, aos 58.179 pontos.  De acordo com o Departamento do Trabalho norte-americano, foram cortadas 51 mil vagas no país no último mês. A expectativa era de que o corte fosse de 65 mil postos. A taxa de desemprego ficou em 5,7% - a maior desde março de 2004 - frente às perspectivas de que estacionasse nos 5,6%. "São dados importantes para a definição das taxas de juros pelo Fed, o Banco Central norte-americano", explica o assessor de investimentos da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro. Apesar dos dados relativamente positivos do emprego, o balanço muito ruim da General Motors (GM) assusta os investidores nos EUA. A empresa registrou prejuízo de US$ 15,5 bilhões (US$ 27,33 por ação) no segundo trimestre. O índice de atividade industrial nacional norte-americano, calculado pelo Instituto de Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês), caiu para 50 em julho, ante 50,2 em junho. Economistas esperavam queda para 49. O dado ficou exatamente na marca que divide crescimento de contração. Internamente, interessam aos investidores os números da inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apurou elevação de 0,53% nos preços no fechamento de julho, dentro das expectativas dos analistas. O resultado foi o menor para o indicador desde a última semana de março, quando a alta foi de 0,45%. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial cresceu 2,7% em junho em relação a maio. No primeiro semestre, a produção da indústria acumula alta de 6,3%. As informações sobre a balança comercial (exportações menos importações) apontaram para um superávit de US$ 3,3 bilhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O resultado foi o segundo melhor deste ano.

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