Bovespa cai pela 5ª sessão seguida após pesquisa eleitoral

Mudança de perspectiva também influenciou o movimento na Bolsa, que encerrou em queda de 0,87%, aos 58.676 pontos

Clarissa Mangueira, Agência Estado

09 de setembro de 2014 | 17h18

A Bovespa fechou em queda pela quinta sessão seguida, conduzida mais uma vez por uma realização de lucros, após uma pesquisa eleitoral confirmar uma diminuição da vantagem da candidata do PSB, Marina Silva, no segundo turno da corrida eleitoral, e a Moody's anunciar que rebaixou a perspectiva do rating do Brasil.

No fim do dia, o Ibovespa caiu 0,87%, para 58.676,34 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 8,940 bilhões. Na mínima, a bolsa atingiu 58.306 pontos (-1,50%) e, na máxima, registrou 59.485 pontos (+0,49%). No mês de setembro, a bolsa acumula queda de 4,26%, enquanto no ano, apresenta alta de 13,92%.

A Bovespa abriu a sessão em queda, enquanto os investidores esperavam a divulgação da pesquisa CNT/MDA, que acabou confirmando uma diminuição da vantagem de Marina Silva nas pesquisas eleitorais na disputa de um eventual segundo turno. Essas expectativas levaram a bolsa a registrar a maior queda desde 3 de fevereiro ontem.

A pesquisa apontou a presidente Dilma Rousseff com 38,1% das intenções de voto, na frente da candidata do PSB, Marina Silva, que tem 33,5%. O candidato do PSB, Aécio Neves, oscilou para baixo e tem 14,7% agora. Em relação à sondagem passada, a diferença entre as duas caiu no primeiro turno. Dilma tinha no primeiro turno 34,2%, e Marina, 28,2%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, alcançara 16%. Em um cenário de segundo turno, a pesquisa mostrou que as duas candidatas estão com empate técnico: Marina teria 45,5% das intenções de voto, contra 42,7% de Dilma. No levantamento anterior, Marina vencia Dilma por 43,7% contra 37,8%.

Ainda pela manhã, a agência de classificação de risco Moody's anunciou que revisou a perspectiva do rating Baa2 do Brasil de estável para negativa. Segundo a Moody's, a decisão reflete a redução sustentada no crescimento econômico, a deterioração acentuada no sentimento do investidor e os desafios fiscais.

A bolsa até ensaiou uma recuperação no início da tarde, operando em território positivo, após as fortes perdas da véspera, mas acabou sucumbindo a uma nova realização de lucros. "A bolsa subiu muito desde março. As pesquisas apontavam vantagem de Marina nas eleições. Agora, isso tudo começou a se reverter", afirmou o economista da Elite Corretora Hersz Ferman.

No setor corporativo, as ações da Petrobrás fecharam com queda de 1,45% (ON) e 1,01% (PN). Os papeis de outras estatais também recuaram. Banco do Brasil ON (-0,43%), Eletrobras ON (-2,80%) e Eletrobras PNB (-2,61%). As ações da Vale fecharam em alta, de 1,81% (ON) e 1,33% (PN), se recuperando das quedas recentes, apesar de o preço do minério do minério de ferro ter registrado novo declínio nesta terça-feira no mercado internacional.

Tudo o que sabemos sobre:
Bovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.