Bovespa cai pelo 2º dia seguido e quase zera ganhos do mês

Eleição e cenário externo ditaram o rumo dos negócios e a Bolsa acabou em queda de 3,27%

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 17h18

A Bovespa terminou a sessão em baixa, pelo segundo dia seguido, afetada pela aversão ao risco no exterior desencadeada por novos indicadores econômicos fracos na zona do euro e pelas expectativas eleitorais em meio ao acirramento da disputa no segundo turno.

No fim do dia, o Ibovespa caiu 3,27%, aos 54.298,33 pontos. O volume de negócios somou R$ 10,524 bilhões. Apenas nas últimas duas sessões, a bolsa acumulou recuo de 6,40%. Na máxima do dia, o índice atingiu 56.124 pontos (-0,02%) e na mínima, 54.132 pontos (-3,57%). No ano, a Bolsa acumula alta de 5,42% e no mês, ganho de 0,34%.

A Bolsa abriu a sessão com queda e logo atingiu a mínima, em linha com o mau humor dos mercados no exterior, após dados mostrarem que a inflação da zona do euro teve a menor alta em cinco anos. O sinal negativo do Ibovespa também refletiu as últimas pesquisas eleitorais que apontaram empate técnico entre os candidato à Presidência, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). 

O mercado reduziu um pouco as perdas no decorrer da manhã, acompanhando a melhora das bolsas em Nova York, depois da divulgação de dados acima do esperado nos EUA. Segundo o Departamento de Trabalho dos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu para 264 mil na semana passada, o menor nível desde abril de 2000. Além disso, a produção industrial da maior economia do mundo surpreendeu, ao avançar 1,0% em setembro ante agosto, quando a previsão era de uma alta mais modesta, de 0,4%.

No entanto, o alívio no mercado doméstico foi de curta duração, à medida que os investidores continuam a monitorar os desdobramentos das eleições. As pesquisas Ibope e Datafolha confirmaram ontem à noite os números divulgados na semana passada. Ambos os levantamentos mostraram a mesma vantagem numérica do tucano frente à petista, com 51% das intenções de votos válidos contra 49%. Hoje, Dilma e Aécio participam de debate na TV, às 18 horas.

As bolsas de Nova York fecharam com sinais mistos no fim da tarde, repercutindo também declarações do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, sugerindo que o fim do relaxamento quantitativo pode ser adiado até dezembro, ante a expectativa inicial de que seria concluído já em outubro. Dow Jones (-0,15%), S&P 500 (+0,01%) e Nasdaq (+0,05%).

No setor corporativo doméstico, as ações da Petrobrás terminaram nas mínimas. Petrobras ON (-7,26%) e Petrobras PN (-7,44%). Os papeis PN da Oi também registram forte recuo, de 7,41%. Segundo profissionais do mercado, as ações da empresa de telefonia podem ter sido afetadas pela desvalorização da ação de Portugal Telecom na Bolsa de Lisboa, que encerrou com perda de 3,54%. No setor financeiro, BB ON (-2,62%), Bradesco ON (-3,46%) e Bradesco PN (-3,54%), Santander (-1,64%) e Itaú Unibanco ON (-2,65%).

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