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Bovespa cai pelo 5º dia, mas fecha julho com alta de 5%

Queda de 1,84% nesta 5ª-feira, desencadeada pelo mau humor nos mercados do exterior, não impediu a bolsa paulista de acumular o 2º mês seguido de elevação

Cláudia Violante, Agência Estado

31 de julho de 2014 | 17h07

A Bovespa teve mais um pregão de perdas nesta quinta-feira, 31, o quinto seguido, mas isso não impediu que o mês de julho terminasse em alta, de 5,01%. Foi o segundo mês consecutivo de elevação. Hoje, entretanto, o mercado acionário doméstico sucumbiu ao movimento vendedor que tomou conta das bolsas globais, pressionado pelo calote argentino, baixa inflação da zona do euro, balanços europeus e indicadores norte-americanos e resultado fiscal ruim no Brasil. 

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,84%, aos 55.829,41 pontos, menor nível desde 17 de julho (55.637,51 pontos). De anteontem para ontem, o índice já havia pulado dos 57 mil pontos para os 56 mil pontos. Hoje, na mínima, a bolsa registrou 55.502 pontos (-2,42%) e, na máxima, 56.878 pontos (estabilidade). No ano até hoje sobe 8,29%. Nestes cinco pregões em baixa, a Bolsa caiu 3,59%. O giro financeiro totalizou R$ 7,138 bilhões. 

Para Leandro Ruschel, diretor da Escola de Investimentos Leandro&Stormer, o default seletivo anunciado pela Argentina acabou sendo um gatilho para uma realização na Bovespa nesta sessão. 

Soma-se a isso os dados mais fracos dos EUA hoje - como o índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago (52,6 em julho, de 62,6 em junho, na maior queda desde outubro de 2008 e ante previsão de que subiria a 63,0 em julho) e o índice do custo da mão de obra (+0,7% no segundo trimestre, em relação ao trimestre anterior, superando a projeção de +0,5%) - e a expectativa com o payroll, amanhã (previsão de +230 mil vagas em julho).

O Dow Jones recuou 1,88%, aos 16.563,30 pontos, o S&P 500 teve baixa de 2%, aos 1.930,67 pontos, ambos na mínima do dia, e o Nasdaq fechou em queda de 2,09%, aos 4.369,77 pontos. No mês, acumularam, respectivamente, -1,56%, -1,51% e -0,87%. 

No Brasil, Petrobrás perdeu mais de 3% pressionada pelos levantamentos regionais divulgados pelo Ibope e pela gordura acumulada recentemente. Petrobrás recuou 3,69% na ON e 3,78% na PN. 

Sobre as contas públicas, o Banco Central divulgou o resultado consolidado do setor público de junho, que mostrou déficit de R$ 2,1 bilhões, o pior resultado para o mês da história e pior que o piso das projeções, de R$ 1,9 bilhão. O número ajudou a amargar ainda mais o humor doméstico e aguçar as projeções de que a meta fiscal deste ano não será cumprida. 

Os balanços também não contribuíram com a alta da Bovespa. Ambev, que tem o quarto maior peso no índice, recuou 4,39% após seus números trimestrais desagradarem.

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