Bovespa cede pelo 4º dia seguido e perde 2,76% na semana

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

24 de março de 2012 | 03h08

A Bovespa fechou no vermelho nessa sexta-feira, pela quarta sessão consecutiva. O leve recuo de 0,02%, aos 65.812,95 pontos, ampliou a perda na semana para 2,76%, provocando a zeragem de ganhos em março. As preocupações com a desaceleração da economia global continuam pesando contra o mercado de ações. Após China e zona do euro resgatarem a aversão ao risco entre os investidores durante a semana, a cautela foi realimentada, desta vez, por um dado negativo nos Estados Unidos. As ações da Petrobrás e da Vale, que sofreram com o noticiário chinês durante a semana, também fecharam em baixa, com exceção da ação ON da petroleira, que subiu 0,33%, ao passo que a PN caiu 0,42%. Quanto à mineradora, a ação ON cedeu 0,05% e a PNA recuou 0,22%.

Nos EUA, os índices Dow Jones e S&P500 tiveram a pior semana do ano, apesar de terem avançado ontem, respectivamente, 0,27% e 0,31%. O Nasdaq teve alta de 0,15% e, em oposição aos outros dois índices, registrou a sexta sessão consecutiva de ganhos.

O segmento de ações reagiu ao dado do Departamento de Comércios, mostrando queda das vendas de residências novas, de 1,6% em fevereiro, para a taxa sazonalmente ajustada de 313 mil, marcando o segundo declínio mensal consecutivo. O recuo contrariou as previsões de alta e aumentou as preocupações com o setor imobiliário, que tem sido um obstáculo para a retomada da economia norte-americana.

Os receios no ambiente externo afetaram também o mercado de câmbio doméstico. O dólar caiu 0,77%, a R$ 1,810 no balcão, alinhado à desvalorização da moeda norte-americana no exterior e pressionado por fluxo cambial positivo no mercado local. O Banco Central (BC) fez um leilão de compra, mas a atuação não impediu que a divisa à vista encerrasse nas mínimas. Por conta disso e do compromisso do governo reafirmado esta semana com o mercado e empresários, sobretudo exportadores de manufaturas, de que não permitirá a valorização do real, havia expectativa sobre um eventual segundo leilão de compra ontem, o que não se confirmou e levou o mercado a reforçar a oferta de moeda depois das 16 horas, ampliando as perdas.

No segmento de juros, o discurso do presidente do BC, Alexandre Tombini, limitou a queda das taxas futuras em relação ao ajuste do dia anterior. Tombini disse que a economia já dá sinais de recuperação e vai acelerar a retomada no segundo semestre do ano.

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