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Bovespa começa a última semana do ano em alta

Disparada do petróleo no mercado mundial e deflação do IGP-M em dezembro sustentam valorização

Agência Estado,

29 de dezembro de 2008 | 12h23

A última semana do ano começou com alta na Bolsa de Valores de São Paulo. A disparada nas cotações do petróleo e a deflação de 0,13% registrada pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) de dezembro sustentam a valorização de 0,87%, aos 37.183 pontos, registrada às 12h21 pelo Ibovespa, principal índice de ações do mercado paulista.  Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   A abertura foi favorável também para as ações da Vale, o que reacende a esperança em um mini-rali de ano-novo. As ações da mineradora subiam 1,88%, mas o volume negociado deve seguir reduzido. A forte valorização do petróleo - o contrato futuro nas negociações em Nova York subia mais de 6%, acima dos US$ 40 o barril - se deve ao aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio e à expectativa de que mais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) irão anunciar cortes no fornecimento da matéria-prima. Com isso, as principais bolsas operam em alta, em meio ao baixo volume de negócios, tendo como carro-chefe as petrolíferas. British Petroleum e Royal Dutch Shell subiam mais de 4%. O setor de mineração, um dos mais prejudicados pela crise econômica este ano, também apresentava bom desempenho. Anglo American ganhava quase 7%, BHP Billiton subia mais de 5% e Rio Tinto avançava 6,5%. Essa alta pode se estender às ações da Vale, que vêm sendo duramente castigadas. Os índices futuros de ações em Nova York registram alta moderada. Às 12h15 (de Brasília), o S&P 500 futuro subia 0,05%, enquanto o Nasdaq estava em alta de 0,13%. O único dado previsto para esta segunda-feira é o índice de atividade industrial de novembro do meio-oeste, medido pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) de Chicago. Os investidores domésticos receberam bem o resultado do IGP-M de dezembro, anunciado logo cedo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A deflação de 0,13% no mês ratifica a probabilidade de corte de juro na reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Atualmente, a taxa básica da economia brasileira está em 13,75% ao ano.

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