Bovespa completa semana com 11% de ganho

O Índice Bovespa teve ontem mais um dia positivo, registrando alta de 2,19%. Na semana, o salto acumulado foi de 992 pontos, ou 11%. Mas o volume financeiro não foi tão exuberante quanto o de quinta-feira e totalizou R$ 573 milhões (US$ 153 milhões). Em Nova Yor k, o Índice Dow Jones subiu 1,52% e a Nasdaq valorizou-se 2,5%. O mercado doméstico se apressou em cobrir posições "vendidas", depois de ter ficado a favor da candidatura de José Serra até o início da semana passada. As previsões sobre um provável governo Lula melhoraram repentinamente. A partir de agora, pode-se prever uma enxurrada de relatórios favoráveis ao Brasil. O mercado é pragmático e está se adaptando aos novos tempos. O diretor de pesquisas para mercados emergentes do ABN-Amro, Arturo Porzecanski - o mesmo que provocou uma polêmica ao rebaixar a recomendação para o Brasil, em maio -, disse que os investidores devem se preparar para uma forte alta dos preços dos títulos da dívida, ações e da moeda brasileira, a partir da próxima semana, como reação positiva à provável eleição do candidato do PT. Os papéis do setor elétrico subiram bem. Segundo operadores, as pessoas que tiveram acesso ao plano de Lula para o setor elétrico ficaram entusiasmadas. Ele garantiria os ganhos das empresas sem desdenhar o consumidor final. Por isso, Eletrobrás PNB valorizou-se 7,17%, Copel PNB 6,71%, Eletrobrás ON 6,27%, Eletropaulo PN 6,09% e Tractebel ON 6,06%. Além das elétricas, sobressaiu-se Telesp Celular PN, que teve alta de 7,10%. Outros papéis que avançaram foram Bradesco PN (2,39%) e Cemig PN (3,80%). Os piores desempenhos do índice foram de Net PN, que recuou 6,90%, CSN ON (3,92%), Acesita PN (2,82%), Tele Leste Celular PN (2,50%) e Aracruz PNB (2,20%). O contrato de Ibovespa futuro para dezembro projetou alta de 2,58%. Os juros futuros voltaram a apresentar uma queda bem pequena nesta sexta-feira, último dia útil antes do segundo turno das eleições. Na prática, esse movimento representa uma estabilidade, instalada no mercado desde quarta-feira, quando o Copom decidiu manter a taxa Selic em 21%. Na BM&F, o juro do contrato de DI futuro para janeiro de 2003 - o primeiro a vencer no novo governo e o mais negociado - caiu para 22,98% ao ano, ante 23% na véspera. O Banco Central trocou ontem 24.300 LFTs de 2004 a 2006 por LFTs com vencimento em 18/06/03. O deságio foi de 1,88% e o valor financeiro da operação ficou em R$ 35 milhões.

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