Bovespa desacelera alta; NY vira e passa a oscilar

Índices de ações de Wall Street operam de maneira bastante volátil e Bolsa de SP acompanha

Redação,

09 Outubro 2008 | 12h49

Após subir mais de 4%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desacelerou os ganhos influenciada pela mudança de sinal em Nova York. Às 12h44 (de Brasília), o Ibovespa subia 2,27%, aos 39.472 pontos. Depois de abrir em alta, os índices da Bolsa de Nova York inverterem o sinal e passaram a oscilar. No mesmo horário, Dow Jones cedia 0,49% e Nasdaq registrava leve alta de 0,72%.    Veja também: Após socorro aos bancos, Lula deve ampliar apoio à agricultura Em meio à crise, Mantega e Meirelles adiam viagem aos EUA Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Ajuda de BCs mostra que crise é mais grave, diz economista Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil  Entenda a crise nos EUA    Para conter a alta do dólar, o Banco Central anunciou nesta quinta a realização de mais um leilão de venda da moeda norte-americana no mercado à vista, depois de ter feito três intervenções na quarta-feira. A diferença é que na quarta, quando ofereceu moeda estrangeira pela primeira vez ao mercado, a cotação mostrava alta superior a 9% na BM&F, enquanto o balcão estava parado. Nesta quinta, o leilão foi anunciado com o dólar mostrando recuo superior a 4% na BM&F e a 3% no balcão. Por volta das 12 horas (de Brasília), o dólar valia R$ 2,238 (-1,84%) no balcão.   Na Europa, as bolsas também inverterem o sinal e passaram ao terreno negativo. Às 12h44 (de Brasília), Madri liderava com queda de 3,83%, seguida de Frankfurt, que perdia 2,53%. Milão caía 1,63%; Londres operava em baixa de 1,15% e Paris cedia 1,55%.   Em Nova York, pesa sobre o mercado o desempenho das ações da General Motors e do Morgan Stanley. Os papéis da montadora despencavam 17%, para US$ 5,68, depois de terem caído para menos de US$ 5,50, pela primeira vez desde 1950. Morgan Stanley tinha declínio semelhante em termos porcentuais. As duas ações fazem parte da lista de proibição temporária de vendas a descoberto pela SEC (CVM norte-americana), que expira à meia-noite.   Nos últimos pregões, o Morgan vem caindo apesar de garantias do grupo e da instituição financeira japonesa Mitsubishi UFJ Financial de que uma injeção de capital está correndo bem. Segundo o analista Sveinn Palsson, o que pesa sobre a GM e o Morgan continuam sendo as questões de crédito. "As pessoas estão preocupadas sobre como o aperto de crédito está afetando a economia e essas companhias estão no centro disso". As ações da IBM subiam apenas 1,27%, mesmo após a companhia anunciar aumento de 20% no lucro líquido no terceiro trimestre.   Outubro negro   Em Nova York, o mês tem sido terrível para as ações - e é apenas 9 de outubro. O índice Dow Jones já caiu cerca de 16% no mês, após apenas sete sessões. Evidentemente, isto deixa 16 pregões para o índice ainda se recuperar, caso isso aconteça. A última vez em que o Dow Jones perdeu mais de 15% num mês foi em outubro de 1987, quando caiu 23%. Antes disso, o Dow Jones não havia perdido 15% num mês desde 1940.   Houve dez meses entre 1929 e 1930 em que o Dow Jones registrou declínios com esta intensidade. O pior foi setembro de 1930, quando o índice caiu 31%. Às 12h18 (de Brasília), o Dow caía 100 pontos, ou 1,08%, para 9.157 pontos. As informações são da agência Dow Jones.   (com Gustavo Nicoletta e Regina Cardeal, da Agência Estado)

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