Bovespa descola de Wall Street e beira máxima em 2009

O fluxo externo positivo fez a diferença numa sessão de giro mais fraco na bolsa paulista, que descolou do movimento indefinido de Wall Street e das commodities e aproximou-se da máxima em 2009.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

07 de dezembro de 2009 | 19h00

A despeito da fraqueza das blue chips Petrobras e Vale, o Ibovespa subiu 1,34 por cento, para 68.512 pontos, depois de ter testado novas máximas no ano ao longo do dia. O volume de negócios da sessão foi de 6 bilhões de reais.

Para profissionais do mercado, movidos por indicações positivas de bancos e corretoras para companhias de vários segmentos, os investidores foram às compras, embora sem comprometer grandes volumes de capital.

"Essa alta foi meio no vazio, porque não teve sustentação do volume", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos. "Além disso, o dia lá fora não foi tão bom e ainda há indicadores importantes para sair esta semana, que podem virar tudo", complementou.

Na quarta-feira o Copom anuncia o rumo da taxa básica de juro doméstica, hoje em 8,75 por cento ao ano. No dia seguinte será conhecido o PIB brasileiro do terceiro trimestre.

O evento mais aguardado desta segunda-feira, o discurso do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, não teve força para nortear os mercados acionários. O chefe da autoridade monetária dos Estados Unidos disse que a economia do país melhorou, mas que a recuperação segue frágil e a taxa de desemprego deve continuar elevada por algum tempo.

Os mercados de matérias-primas também tiveram uma sessão esquálida, com baixa nos preços do petróleo e de metais. Assim, a ação preferencial da Petrobras fechou estável a 38,40 reais, enquanto a da Vale subiu 0,5 por cento, a 41,55 reais.

Destaques mesmo foi Braskem, com uma disparada de 7,35 por cento, a 13,14 reais, depois de o presidente da companhia petroquímica, Bernardo Gradin, ter afirmado em palestra que o mercado nacional de resinas termoplásticas deve crescer 6,5 por cento em 2010.

Pouco atrás, Gol se valorizou em 5,4 por cento, cotada a 26,49 reais. A companhia informou pela manhã que as tarifas cobradas em novembro apresentaram recuperação e previu que essa tendência deverá continuar nos próximos meses.

CCR também se aproximou do topo do índice, subindo 4,7 por cento, valendo 39,65 reais, depois que o Bank of America Merrill Lynch reiniciou a cobertura das ações da empresa de concessões rodoviárias com recomendação de compra.

Fora do índice, Hypermarcas cresceu 4,6 por cento, para 40,75 reais, depois de a companhia ter anunciado a compra da Neo Química por 1,3 bilhão de reais.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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