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Bovespa despenca 4% e tem um dos piores dias do ano

Desempenho da Bovespa foi fortemente influenciado pelas ações da Petrobras, que despencaram mais de 6%

Agência Estado,

12 de novembro de 2007 | 18h22

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com a segunda maior queda do ano nesta segunda-feira - em 61.526,9 pontos, em baixa de 4,34%. A pior baixa aconteceu em fevereiro, com 6,6%, quando o mercado foi assolado por preocupações relacionadas à China. Durante todo o dia, o desempenho da Bovespa foi fortemente influenciado pelas ações da Petrobras, que despencaram mais de 6%. As ordinárias (ON, com direito a voto) fecharam em R$ 89,01 com queda de 7,19% e as preferenciais (PN, sem direito a voto), cotadas a R$ 76,34, recuaram 6,5%. Veja também: A maior jazida de petróleo do País  As ações da companhia reagiram mal, ainda que tardiamente, ao resultado negativo (queda de 22%) do terceiro trimestre divulgado na semana passada. Além disso, a baixa no preço do barril do petróleo também influenciou a queda das ações da companhia. Em Nova York, a queda foi de 1,76%. Em Londres, os contratos do petróleo Brent para dezembro fecharam a US$ 91,98 por barril, em queda de US$ 1,20 (1,29%).  "Como Petrobras sustentou a bolsa nos últimos dias, hoje está derrubando, em função do balanço", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros. "O pessoal também está com muito medo. Essa semana tem vários indicadores para sair (nos EUA, os índices de inflação) CPI e PPI, produção industrial", complementou.  Até sexta-feira, o Ibovespa acumulava alta de cerca de 45% no ano, com grande ajuda das ações de grandes empresas Petrobras e Vale do Rio Doce. E dos 63 papéis do Ibovespa, somente cinco subiram. A maior alta foi Embraer, 2,7%, depois que a empresa divulgou aumento do lucro e uma série de encomendas.  Na quinta-feira a Petrobras anunciou descoberta de reserva gigante, fazendo os papéis da Petrobras avançarem 14% na Bovespa e cerca de 25% em Nova York.  Em Wall Street, o Dow Jones - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - operava em queda de 0,35% no fim da tarde, o Nasdaq - que negocia ações do setor de tecnologia e internet - perdia 1,52%, com negócios mais fracos devido ao feriado do Dia dos Veteranos.  "Continuamos a ver a economia norte-americana desacelerando, mas não entrando em recessão, então não acreditamos que a tendência de alta dos mercados emergentes esteja acabando", disse o economista-chefe do Unibanco, Marcelo Salomon. "Mas esperamos que a volatilidade permaneça alta."  Investidores continuam tentando mensurar qual será o vigor da desaceleração norte-americana e como o banco central dos Estados Unidos conduzirá sua política monetária diante disso. A aposta em corte da taxa em dezembro ainda prevalece, mas há quem ache que o Federal Reserve vai esperar mais dados econômicos para decidir se dá mais estímulo para a economia.

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