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Bovespa despreza apagão e otimismo por China prevalece

Os investidores deram de ombros para o blecaute que atingiu a maior parte do país e o otimismo sobre a China prevaleceu com leve margem na bolsa paulista nesta quarta-feira, que fechou no azul ao final de uma sessão volátil.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

11 de novembro de 2009 | 18h58

Com alta de 0,19 por cento, o Ibovespa encerrou a 66.431 pontos, emendando a terceira alta consecutiva e elevando o ganho no mês para 8 por cento. O giro financeiro da sessão foi de 6,91 bilhões de reais.

Para profissionais do mercado, o panorama internacional seguiu como norte para as operações, a despeito do apagão da noite de terça-feira que afetou 18 Estados brasileiros. Mais cedo, no entanto, a alta da bolsa paulista chegou a ser mais representativa, de 1,3 por cento.

"Foi um dia de 'day trade', com as ações começando bem pela manhã por China e depois devolvendo um pouco à tarde com a recuperação do dólar", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

De todo modo, a ação ordinária da Eletrobrás caiu 0,3 por cento, a 27,80 reais, enquanto o preferencial teve oscilação positiva de 0,04 por cento, a 24,70 reais.

"Analisando os cenários possíveis (para as causas do apagão), a única empresa que pode vir a incorrer em algum prejuízo é Eletrobrás devido a eventuais falhas técnicas", avaliou a Ativa Corretora em relatório.

No mais, prevaleceram a reação ou a expectativa do mercado em relação a resultados corporativos. Na parte de cima do índice apareceram empresas do setor de papel e celulose, com destaque para Fibria, com alta de 4 por cento, a 26,94 reais. A companhia divulga seus resultados do terceiro trimestre na sexta-feira.

BM&FBovespa foi um dos destaques positivos do índice, subindo 1,85 por cento, a 12,69 reais, depois de a bolsa ter anunciado na noite passada que seu lucro do terceiro trimestre cresceu 4,3 por cento na comparação anual.

Em relatório, a Itaú Corretora manteve a recomendação de "outperform" (desempenho acima da média de mercado) para as ações da companhia, levando em conta também o crescimento dos volumes negociados a partir de outubro.

A mais castigada da sessão foi Telefônica, caindo 3,6 por cento, a 43,90 reais. A empresa avisou que perdeu 5,5 por cento do total de sua base de assinantes do serviço Speedy depois da proibição de vender o produto devido a falhas na rede.

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