Bovespa dribla quedas no exterior e termina estável

A alta firme das ações de Petrobrás fez toda a diferença, salvando a Bovespa de uma realização de lucros mais acentuada nessa quarta-feira, marcada por perdas nas bolsas norte-americanas e europeias. O Ibovespa encerrou no mesmo nível da véspera, aos 69.228,24 pontos. Petrobrás fechou nas máximas do dia. As preferenciais subiram 3%, valendo R$ 27,50, e as ordinárias registraram valorização de 2,89%, a R$ 30,95.

Cenário: Sueli Campo, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

Os papéis da petrolífera foram impulsionados por compras de grandes investidores estrangeiros. Isso explica o elevado volume de negócios: R$ 3,288 bilhões, ou 35% do movimento financeiro da Bolsa, que se fortaleceu na reta final do pregão, alcançando R$ 9,363 bilhões. A alta de Petrobrás foi resultado ainda do ajuste de posições tendo em vista a nova carteira do índice MSCI, referência internacional importante do mercado de ações, que passa a vigorar a partir de hoje. A participação da estatal no índice MSCI Brazil vai subir de 16% para 21% e no MSCI Latam, o peso passará de 11% para 14,5%.

Em Nova York, o Índice Dow Jones declinou 0,21% e, em Londres, o FTSE100 perdeu 0,16%.

Os juros futuros recuaram após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmar que o governo não planeja fazer qualquer alteração no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no momento e também com expectativas de um relatório trimestral de inflação brando em termos de política monetária, que sai hoje, e de um número fraco para a produção industrial amanhã. A taxa para janeiro de 2012 cedeu a 11,47%. O dólar caiu 0,29%, a R$ 1,705 no balcão.

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