Bovespa e dólar são os lanternas no ranking dos investimentos

Bolsa até se recuperou no mês com a melhora no cenário externo e reduziu suas perdas para 0,25%; dólar caiu muito ontem

O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2012 | 03h07

Faltou pouco para a Bovespa fechar no positivo no mês de junho, mas não teve jeito. O Ibovespa acumulou perda de 0,25% no mês, mas ainda ficou à frente do dólar, que só ontem perdeu 3,50% e encerrou o mês no negativo, com perda de 0,35%, quase chegando ao fim do mês abaixo da barreira dos R$ 2,00.

Na outra ponta do ranking, no lado da liderança, o ouro fechou como o melhor investimento com alta de 2,33%. Na realidade foi a única aplicação que superou a inflação medida pelo IGP-M, que fechou o mês em 0,66%.

No mercado, o mês de junho foi dominado pelo pessimismo Na Grécia, houve desfecho eleitoral favorável, onde foram eleitos parlamentares do partido Nova Democracia que apoia o pacote de austeridade aos gregos, o que torna improvável a saída do país da zona do euro.

Mas, na Espanha, agravou-se a situação dos bancos, elevando os juros para rolar dívidas do país. Além disso, China e EUA deram sinais de desaquecimento das economias.

O cenário incerto na Europa também teve como consequência a saída de capital da Bolsa e a queda do Ibovespa. O saldo de capital estrangeiro na Bovespa no mês, até o dia 27, estava negativo em R$ 570,187 milhões. O Ibovespa chegou a registrar queda de mais de 3% até o penúltimo dia útil do mês, mas o anúncio na madrugada de sexta-feira de um acordo para união bancária e fiscal na zona do euro trouxe otimismo ao mercado. Ontem, a Bolsa avançou 3,23%.

"É sempre assim: após um anúncio, o mercado reage com alta. Mas ainda temos de avaliar melhor se a medida será suficiente para resolver o problema. Não dá para dizer que a situação está tranquila", diz o analista da corretora Concórdia, Leonardo Zanfelício. Por causa do momento de incerteza, especialistas indicam cautela na aplicação.

"Em razão da queda, recomendo a compra gradativa e parcial de ações", afirma o administrador de carteiras, Fábio Colombo. Ele faz uma estimativa otimista, e diz que, em termos estatísticos, a projeção para os próximos 12 meses na Bolsa é de 69 mil pontos (alta de 31%), com nível de confiança de 95%.

Em mais um mês a poupança perdeu para a média de rentabilidade dos fundos conservadores. A nova regra de remuneração para juros abaixo de 8,5% ao ano, na qual a caderneta rende 70% da Selic mais taxa referencial (TR) , já havia diminuído a rentabilidade da aplicação no mês anterior. / YOLANDA FORDELONE

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