Bovespa e NY abrem em alta com ações globais anticrise

Mercados iniciam a semana mais tranqüilos com o anúncio de medidas contra a crise por diversos governos

Agência Estado,

20 de outubro de 2008 | 11h20

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e os índices da Bolsa de Nova York abriram em alta nesta segunda-feira, 20. Governos de todo o mundo continuam adotando medidas para combater a crise financeira, permitindo que os mercados internacionais iniciem a semana com um pouco mais de alívio. Em mais uma mostra de que o problema já é global, Holanda, Coréia do Sul, Suécia e Índia se juntam à lista de países que decidiram atuar para estabilizar o sistema financeiro e estimular a economia. ÀS 11h41 (de Brasília), o Ibovespa acelerava a alta para 3,76%, aos 37.767 pontos. Logo após a abertura do pregão em NY, Dow Jones subia 0,91%; Nasdaq avançava 1,47%; S&P 500 tinha alta de 0,89%.   Veja também: País deve ficar de 'antena ligada', diz Lula sobre a crise Bolsas européias seguem as asiáticas e operam em alta Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     As bolsas da Europa também conseguem manter valorizações na manhã desta segunda, assim como o petróleo, que já chegou a bater em US$ 74. O euro mostra ganhos sobre o dólar, mas a moeda norte-americana sobe em relação ao iene. Por volta das 11h40 (de Brasília), as bolsas de Londres (+2,87%), Paris (+2,10%) e Frankfurt (+0,24%) mostravam valorizações.   Mais cedo, o representante do Irã na Opep disse que o grupo está preparado para reduzir as cotas de produção em 1 milhão de barris por dia numa "primeira fase" de cortes, diante da queda na demanda mundial pela commodity, conforme divulgou a agência de notícias oficial do Irã (Irna).   Na rotina de acompanhamento do pulso da crise, a segunda-feira começa com discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, nesta manhã. Ele fala sobre "recuperação econômica" na Câmara dos EUA.   Ações anticrise   Os investidores começam o dia com informações sobre duas novas ações de resgate de bancos. O governo da Holanda colocará 10 bilhões de euros (US$ 13,4 bilhões) no ING, depois de a instituição ver suas ações despencarem na semana passada. Além disso, a Coréia do Sul anunciou um pacote de US$ 130 bilhões para socorrer o sistema financeiro. A Suécia lançou esta manhã um plano de cerca de US$ 208 bilhões para ajudar o sistema.   Já temendo os efeitos da desaceleração econômica, a Índia decidiu cortar os juros - a taxa repo foi reduzida de 9% para 8%.   O ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, disse, em entrevista publicada no domingo no Daily Telegraph, que o governo britânico deve aumentar seus gastos para ajudar a economia a enfrentar um período de recessão. Segundo ele, o governo deve elevar os empréstimos para gastar bilhões de dólares para proteger empregos e os mutuários.   Darling indicou que os segmentos imobiliário, de energia e as pequenas empresas serão os beneficiados de tal "mudança nas prioridades" do plano de gastos do governo.   China   O anúncio da Índia veio na seqüência da divulgação do PIB da China, que desacelerou para crescimento de 9% no terceiro trimestre, abaixo da previsão de 9,5%, conforme a Dow Jones, e inferior ao crescimento de 10,1% no trimestre anterior. Segundo o Financial Times, foi o primeiro aumento do PIB de apenas um dígito em pelo menos quatro anos.   "Alguma parte dessa desaceleração pode ser atribuída aos fechamentos (de fábricas) durante as Olimpíadas, mas não toda", anota Andrew Cates, do UBS. Na semana passada, foram fechadas duas fábricas de brinquedos chinesas que tinham como maior comprador os Estados Unidos.   Ásia   Os mercados asiáticos também começaram bem a semana. As principais bolsas da região fecharam no território positivo. A Bolsa de Hong Kong ganhou 768,80 pontos, ou 5,3%, e terminou aos 15.323,01 pontos. O índice Xangai Composto subiu 2,3% e encerrou aos 1.974,01 pontos. Já o Shenzhen Composto ganhou 3, 1% e terminou aos 520,38 pontos.   Depois de oscilar bastante o dia todo, a Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, fechou em alta. A procura por ações baratas por parte de instituições locais ajudou o índice Kospi a alcançar um avanço de 2,3% e fechar aos 1.207,63 pontos.   Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em queda pelo quarto pregão seguido. Com fraco volume de negociações, o índice Taiwan Weighted perdeu 0,6% e encerrou aos 4.931,84 pontos, a menor pontuação de fechamento desde 30 de junho de 2003.   Na Austrália, a Bolsa de Sydney ganhou impulso com uma ligeira melhora no sentimento do mercado de crédito e com os comentários otimistas do investidor norte-americano Warren Buffet, publicados pelo jornal "The New York Times". O índice S&P/ASX 200 subiu 4,3% e fechou aos 4.142,3 pontos.

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