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Bovespa em alta e dólar quase estável filtram tensão externa

A aversão ao risco que dominou os ativos externos ontem não comprometeu o mercado doméstico, onde a Bovespa conseguiu se reerguer e fechar em alta e o dólar teve leve queda no fechamento. A Bolsa brasileira se amparou nos ganhos das blue chips Petrobrás e Vale, com giro extraordinário de R$ 11,7 bilhões, inflado pela compra do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) pelo Bradesco e também pelo leilão para oferta pública de permuta para aquisição das ações (OPA) de emissão da PortX. O Ibovespa subiu 0,37%, aos 62.596,52 pontos. Na semana, apurou declínio de 1,01%.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

No exterior, recrudesceram as preocupações com um possível calote da Grécia após a agência de risco Fitch rebaixar a classificação do país, com observação negativa, e também o alerta do Bundesbank. O banco central alemão disse que uma ''redefinição do perfil'' da dívida grega tornaria os papéis inelegíveis como colateral para o banco central. As expectativas com as eleições regionais na Espanha, amanhã, foram fatores adicionais da cautela. As bolsas na Europa e nos EUA recuaram, assim como também o euro.

Em sessão de volatilidade e fluxo elevado, a moeda norte-americana no mercado à vista teve recuo discreto, terminando quase estável, a R$ 1,615 (-0,06%), no balcão. Na semana, acumulou desvalorização de 1,34%.

Os juros futuros dedicaram-se pela manhã a devolver a alta registrada no fim dos negócios da véspera - decorrente das especulações em torno de um IPCA acima de 0,80%, uma vez que o índice ficou abaixo disso, em 0,70% em maio. Contudo, à tarde, a correção se esgotou e as taxas foram pressionadas para cima.

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