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Bovespa empaca em dia volátil; ganho no mês foi de 9%

A Bovespa terminou estável a volátil sessão desta sexta-feira, refletindo o movimento desencontrado dos mercados globais, com investidores monitorando os desdobramentos da crise de Dubai.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

30 de novembro de 2009 | 19h07

Depois de girar o dia todo em torno do zero, o Ibovespa terminou o pregão com oscilação negativa de 0,01 por cento, aos 67.072 pontos. Com isso, o principal índice acionário do país acumulou em novembro ganho de 9 por cento, elevando a valorização de 2009 para 78,6 por cento.

Reforçado por grandes operações já nos ajustes, o giro financeiro da sessão somou 8,49 bilhões de reais.

De acordo com profissionais do mercado, o vaivém das bolsas e dos mercados de commodities mostrou que o investidor segue ainda cauteloso em relação aos desdobramentos de um possível calote de Dubai, enquanto monitora dados econômicos.

Os principais índices de Wall Street operaram a maior parte da sessão perto da estabilidade, com investidores conferindo dados sobre o início da temporada de vendas de final de ano do varejo nos Estados Unidos, além de dados mostrando que a atividade da indústria do Meio-Oeste no país subiu ao maior nível em nove meses.

Na Europa, sede dos bancos que potencialmente teriam as maiores perdas em caso de default no país do Oriente Médio, as ações do setor financeiro tiveram recuperação, com autoridades afirmando que os problemas são bastante localizados.

Não foi bastante, porém, para impedir queda do índice que reúne as principais ações do continente europeu.

Nesse sentido, as ações das blue chips domésticas também não tiveram uma boa jornada. Mesmo com a alta do barril do petróleo, o papel preferencial da Petrobras caiu 0,26 por cento, a 38,80 reais, enquanto o preferencial da Vale perdeu 1,2 por cento, para 42,37 reais.

Ganhos pontuais de várias companhias, em contrapartida, contrabalançaram essa pressão sobre o índice. A principal delas foi Gol, com um salto de 8,3 por cento já nos ajustes, para 25,01 reais.

Ações de construtoras subiram em bloco, ditando o tom positivo da sessão para companhias ligadas ao mercado doméstico. Em destaque, Rossi Residencial avançou 5,4 por cento, para 14,70 reais.

"Está tendo algum fluxo positivo para o Brasil, para companhias de alguns setores", disse o analista André Hanna Farath, da Interfloat.

Outro destaque positivo foi MMX, com avanço de 2,9 por cento, a 12,36 reais. A companhia anunciou nesta segunda-feira um acordo para venda de 21,52 por cento de seu capital social para a chinesa Wisco por 400 milhões de dólares.

Fora do índice, OGX subiu 3,85 por cento, a 1484,99 reais. A petrolífera anunciou que encontrou mais uma reserva de hidrocarbonetos na bacia de Campos, num bloco 100 por cento seu.

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