Bovespa encerra com ganho de 1,14%, seguindo NY

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou todo o dia na cola das Bolsas de Nova York, que operaram com perda durante boa parte do pregão, influenciadas por más notícias corporativas. No fim desta terça-feira, contudo, o humor no mercado norte-americano melhorou, levando para o terreno positivo também a Bolsa paulista, que fechou com ganho de 1,14%, aos pontos. A Bovespa oscilou entre a máxima de +1,22% e a mínima de -1,52%, e registrou um volume financeiro de R$ 2,09 bilhões.A queda registrada na parte da manhã pelas Bolsas de Nova York refletiu o ceticismo do mercado em relação aos balanços das grandes corporações, que começaram a ser divulgados ontem e trouxeram notícias ruins da Alcoa e da Lucent Technologies. À tarde, os investidores norte-americanos revisaram suas expectativas, afirmando que a "Alcoa e a Lucent são passado" e que os próximos balanços não serão tão ruins como se imaginava. Com isso, o Dow Jones fechou com alta de 0,28 e o Nasdaq, em +0,56%. Os investidores se deixaram levar pela preocupação com os balanços das empresas nos Estados Unidos por causa da falta de indicadores econômicos importantes a serem divulgados nesta terça, aqui e nos Estados Unidos.Dólar O dólar sustentou-se em alta durante quase todo o dia, acompanhando o comportamento negativo dos mercados internacionais. Pesou também a convicção de que o Banco Central faria mais um dos seus leilões de compra de dólares. O leilão realmente ocorreu e apenas por causa dele a moeda norte-americana operou por breve período no terreno negativo, com os participantes que não tiveram suas propostas aceitas oferecendo o dólar ao mercado em seguida. Pouco depois, contudo, o dólar comercial voltou para o terreno positivo, e encerrou esta terça em alta de 0,23%, a R$ 2,185, após oscilar entre a mínima de R$ 2,178 e a máxima de R$ 2,192. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista fechou valendo R$ 2,184 (+0,18%).Com agenda vazia de indicadores da economia norte-americana, o mau humor vivenciado pelas bolsas internacionais refletiu principalmente o desconforto com notícias corporativas. A temporada de balanços está aberta nos Estados Unidos e há perspectivas de que más notícias surjam nesse processo. Ontem, por exemplo, a Alcoa divulgou vendas abaixo do esperado e mexeu negativamente com os preços dos ativos.Mas justamente pelo fato de o comportamento desfavorável desta terça estar ligado às notícias e expectativas a respeito do mundo empresarial, os especialistas em câmbio avaliam que o impacto disso no mercado doméstico é limitado e pontual. Eles acreditam que este tipo de repercussão será relegada a segundo plano assim que algo mais diretamente ligado à macroeconomia norte-americana ou dos demais países desenvolvidos for anunciado.Petróleo Depois de três sessões negativas, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Londres e Nova York, com as renovadas preocupações relacionadas ao programa nuclear do Irã atraindo os compradores de volta ao mercado.Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo para agosto fecharam a US$ 74,16 o barril, alta de US$ 0,55 (0,75%). A mínima foi de US$ 73,95 e a máxima de US$ 74,60. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para US$ 73,67 o barril, alta de US$ 0,78. A mínima foi de US$ 72,55 e a máxima de US$ 74,05.

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