Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bovespa encerra com ganho de 1,51%; dólar cai

A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a subir nesta segunda-feira, 23, levada pelas bolsas americanas. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou na máxima pontuação do dia, com ganho de 1,51%, aos 39.226 pontos. O volume negociado ficou em R$ 2,38 bilhões. O dólar comercial fechou a R$ 2,138, em baixa de 0,14%.Com a ajuda das Bolsas de Nova York, a Bovespa conseguiu no início da tarde reverter o sinal de baixa com que operou pela manhã e diminuir o impacto negativo das ações da Petrobras no Ibovespa. Após ter recuado quase 1% (a mínima foi de -0,96%), a Bolsa passou para o terreno positivo conduzida pela melhora de desempenho do mercado acionário norte-americano. Notícias corporativas associadas à queda no preço do petróleo e das commodities metálicas levaram o índice Dow Jones a novo recorde de pontos, com valorização de 0,95% sobre o fechamento de sexta-feira.Entre as poucas ações do Ibovespa que terminaram o dia com perda estavam as da Petrobras. O petróleo, que recuou 0,88% em Nova York, refletindo as dúvidas do mercado sobre a eficácia do corte de produção de 1,2 milhão de barris ao dia anunciado na semana passada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), impediu que as ações da Petrobras acompanhassem o movimento positivo do mercado. Com isso, as ações, tanto preferenciais quanto ordinárias, cederam 0,44%.DólarO dólar comercial encerrou em queda de 0,14%, a R$ 2,138, tendo oscilado durante o dia entre a mínima de R$ 2,137 e a máxima de R$ 2,142, no mercado interbancário. O dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) terminou o dia em baixa de 0,15% a R$ 2,138. O mercado de câmbio operou com baixa liquidez e pouca oscilação nesta segunda, sentindo a falta de notícias que pudessem gerar oportunidades de negócios. A queda das cotações do dólar na abertura dos negócios foi anulada logo nas primeiras transações pelo ambiente negativo registrado no exterior e por uma pequena operação de saída. Num segundo momento, um volume também reduzido de exportações devolveu o equilíbrio ao fluxo e a cotação da moeda norte-americana voltou a recuar acompanhando uma melhora que foi registrada lá fora.A agenda fraca de hoje recomendou a cautela que o mercado doméstico de câmbio demonstrou durante o dia. Depois de terem realizado operações de proteção no final da semana passada, os investidores preferiram manter-se retraídos já que, embora o rol de acontecimentos de hoje não seja significativo, o mesmo não ocorrerá nos próximos dias. A partir de amanhã, a agenda esquenta nos EUA e aqui até chegar ao ápice com a divulgação da taxa básica de juros norte-americana pelo Banco Central de lá e também com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC daqui, na quinta-feira, além do PIB dos EUA, na sexta-feira.O evento mais importante a permear toda a semana, no entanto, é o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo especialistas, o mercado acompanha atentamente o desenrolar dos acontecimentos políticos e reagirá se houver novidades. Por ora, no entanto, não houve surpresas e, se continuar assim, o pleito e a reação a ele não merecerão reposicionamento dos investidores em seus negócios.

Agencia Estado,

23 de outubro de 2006 | 18h32

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.