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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Bovespa encerra em alta de 2,02%; dólar fecha a R$ 2,141

A inesperada deflação no núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) de julho, divulgado nesta terça-feira cedo nos EUA, reanimou o mercado brasileiro de ações, que vinha de dois pregões seguidos de baixa, ajudando a turbinar os negócios nessa véspera de vencimento de índice futuro. Além disso, também derrubou a cotação do dólar. O comercial encerrou na menor cotação desde o dia 16 de maio, a R$ 2,141, com perda de 0,97%. A mínima do dia ficou em R$ 2,139 e a máxima, em R$ 2,156.O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa, fechou em alta de 2,02%, aos 37.295 pontos. O índice oscilou entre a mínima de +0,01% e a máxima de +2,35%. O volume financeiro ficou em R$ 2,40 bilhões.A Bovespa seguiu os passos das Bolsas de Nova York, que também encerraram em forte alta. O índice Dow Jones recuou 1,19% e o Nasdaq, 2,22%. Na Europa, as bolsas de Paris e Frankfurt encerraram o pregão em alta de quase 1,5%.DólarNo pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista fechou valendo R$ 2,14, em queda de 0,97%, também a menor cotação desde 16 de maio.O PPI fez crescer a percepção de que talvez não seja necessário o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) subir a taxa básica de juro em sua reunião de setembro, já que o esfriamento da atividade econômica está reduzindo as pressões inflacionárias, conforme havia previsto o presidente do Fed, Ben Bernanke. O índice cheio do PPI subiu apenas 0,1%. Os indicadores da economia norte-americana sinalizam que a atividade e a inflação do país estão em desaceleração e sugerem que a pausa na política de aperto monetário será mantida na próxima reunião do Fed, que será realizada em 20 de setembro. Os mercados internacionais comemoraram essa expectativa e os emergentes foram a reboque.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2006 | 17h48

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