Bovespa encerra mês de outubro com ganho de 11,49%

Moeda norte-americana encerrou último pregão de outubro com desvalorização de 1,97% , mas fechou mês com o melhor resultado do ano

ALESSANDRA TARABORELLI, Agencia Estado

31 de outubro de 2011 | 18h40

Depois de registrar mínima de 2,39% durante a manhã, a Bovespa desacelerou o ritmo de baixa no início da tarde e fechou o último pregão do mês com desvalorização de 1,97%, fazendo uma boa defesa dos 58 mil pontos (58.338,39). Mesmo com esse desempenho negativo de hoje, a Bolsa brasileira fez bonito em outubro, acumulando ganho de 11,49% no período, de longe o melhor resultado do ano e também o melhor desde maio de 2009 (+12,49%). Contudo, no ano, o Ibovespa ainda apura queda de 15,82%. O giro financeiro foi de R$ 6,02 bilhões.

Passado o otimismo da semana passada com o plano de resgate para a zona do euro, o pessimismo voltou à cena, agora com a Itália na mira dos investidores. Logo cedo, além das persistentes dúvidas sobre a eficácia do acordo para salvar o euro, o Japão adicionou mais uma preocupação, ao intervir no mercado de câmbio para conter a alta do iene e provocando a valorização do dólar no mercado internacional. A decisão japonesa pressionou as outras moedas e as commodities e colaborou para a queda das bolsas. Também pesou nos negócios o pedido de concordata da corretora norte-americana MF Global, que tem forte exposição à dívida soberana europeia.

A queda das ações da Vale contribuiu para pressionar a Bovespa. Vale PNA fechou em baixa de 2,11% e a ON perdeu 2,00%, refletindo o recuo das commodities no mercado externo. "Considerando as notícias externas hoje, a nossa Bolsa se comportou muito bem, só não foi melhor por causa da Vale", disse um operador, ressaltando ainda que o movimento de realização de lucro no último dia do mês é considerado normal.

Já os papeis da Petrobras se mantiveram em alta a maior parte do dia, mas perto do fechamento inverteram a direção. A PN caiu 1,20% e a ON, 0,20%. O movimento positivo dos papéis da petrolífera durante quase todo o pregão foi atribuído à expectativa de que a empresa terá um "caixa melhor" por causa do reajuste de 10% para a gasolina e de 2% para o diesel, na refinaria, anunciado na sexta-feira.

Os novos preços passam a valer a partir de amanhã. A troca de sinal dos papéis na reta final do pregão é vista como simples realização de lucros. O petróleo para dezembro caiu 1,14% e fechou a US$ 93,19 na Nymex. As principais bolsas europeias fecharam nas mínimas do dia, em queda acentuada. A Bolsa de Milão, caiu 3,82%. Em Nova York, Dow Jones recuou 2,26%, o Nasdaq cedeu 1,93% e o S&P, -2,47%.

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