Bovespa estréia na Bovespa com alta de 52,13%

Ações foram destaque no pregão que teve recorde de pontos e de giro financeiro

Agência Estado e Reuters,

26 de outubro de 2007 | 18h37

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) viveu um pregão histórico nesta sexta-feira, com a estréia de suas ações e recordes de fechamento e volume fora de vencimentos de opções. O desempenho excepcional dos papéis da Bovespa Holding, com alta de 52,13% e giro de R$ 5,1 bilhões - o maior volume movimentado por uma única ação em um pregão -, foi o destaque do dia e levou a Bolsa paulista a este dia de recorde. Como bem resumiu hoje o presidente do conselho de Administração da Bovespa Holding, Raymundo Magliano Filho, hoje foi "um dia de glória, sucesso e realização." Veja também: Ações da Bovespa estréiam hoje no pregão da Bovespa O Ibovespa - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - subiu 3,10%, aos 64.275,6 pontos e atingiu a máxima intraday (durante o dia) de 64.319,9 pontos. A Bolsa movimentou R$ 10,1 bilhões. O recorde anterior de fechamento era de 9 de outubro, aos 63.548 pontos. O giro histórico fora de dia de vencimento de opções anterior era de 16 de agosto, com R$ 8,4 bilhões.  O índice também teve recorde intraday, aos de 64.319,9 pontos (+3,17%). Na mínima do dia, o indicador paulista registrou 62.346 pontos (+0,01%). Com o desempenho de hoje, os ganhos acumulados em outubro subiram para 6,30%, e os do ano, para 44,52%. Na semana, a Bolsa subiu 5,55%. O lançamento das ações da Bovespa também respondeu pelo tombo do dólar ao menor nível desde abril de 2000, abaixo de R$ 1,77.  O otimismo igualmente deu o tom ao mercado de juros, com queda de taxas motivadas ainda pelo clima positivo em Wall Street. Lá, mesmo com a nova disparada dos preços do petróleo - que subiram além de US$ 91 por barril - as bolsas tiveram alta firme, graças aos bons números da Microsoft no terceiro trimestre e à previsão de lucros da Countrywide Financial para o quarto trimestre. O risco Brasil refletia no final da tarde o ambiente positivo, indo à mínima de 174 pontos-base, em baixa de 6 pontos. Nos Estados Unidos, os investidores ignoraram o fraco dado de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, divulgado logo cedo, e preferiram repercutir os balanços, entre eles o da Microsoft e o da Countrywide - que ganhou dimensão depois que a empresa foi o estopim da atual crise de crédito no mercado imobiliário subprime. Na quinta-feira, após o fechamento do mercado, a Microsoft anunciou lucro líquido 23% maior no terceiro trimestre, para US$ 4,29 bilhões (US$ 0,45 por ação) no terceiro trimestre (o primeiro trimestre fiscal da companhia) deste ano, em comparação com igual período do ano passado. A receita aumentou 27% entre os dois períodos, para US$ 13,76 bilhões. Já a Countrywide Financial teve prejuízo líquido de US$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre equivalente a US$ 2,85 por ação, em conseqüência de perdas de US$ 1,31 bilhão em sua unidade de banco hipotecário. Mas como o dia hoje era de alta, os investidores preferiram se ater às projeções da empresa de lucro no quarto trimestre. O Dow Jones encerrou o dia com valorização de 0,99%, aos 13.806,7 pontos. O Nasdaq subiu 1,94%, para 2.804,19 pontos, e o S&P 500 fechou em + 1,38%, para 1.535,28 pontos. 

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