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Bovespa fecha acima de 63 mil pontos pela 1ª vez

Ata da última reunião do Fed ajuda mercados; dólar fecha em queda de 0,88%, cotado a R$ 1,803

REUTERS

09 de outubro de 2007 | 17h16

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou acima de 63 mil pontos pela primeira vez nesta terça-feira, 9, após a divulgação da ata do Federal Reserve, que destacou a unanimidade de seus membros na decisão de cortar o juro básico norte-americano em 0,50 ponto percentual. O principal indicador da Bolsa paulista subiu 1,42%, a 63.548,7 pontos. O pico durante os negócios foi de 63.658 pontos. O volume de negócios na Bolsa foi de R$ 5,68 bilhões.  No mercado de câmbio, o Banco Central voltou a atuar, mas não evitou que o dólar caísse para perto de R$ 1,800 com a entrada de recursos no País.  A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,88%, a R$ 1,803. Na mínima do dia, o dólar chegou a ser negociado a 1,8005 real, menor valor desde agosto de 2000, no pregão à vista da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).  O BC realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista pouco depois das 12h. Ao contrário da véspera, porém, a operação não deu combustível para o dólar.  Segundo agentes do mercado, a compra foi tímida - com aceitação de pelo menos duas propostas - e por isso não fez frente ao ingresso de divisas nesta sessão.  "Um volume razoável de moeda está entrando no mercado hoje. Não fosse a entrada pontual do BC, a moeda ia cair mais ainda", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.  A entrada de moeda no País também foi citada na véspera como justificativa para a volta do BC aos leilões após quase dois meses sem atuar. Entre analistas, a expectativa é de que, com a melhora do mercado externo e o restabelecimento do fluxo positivo, a autoridade monetária precise retomar as operações de forma rotineira para enxugar o excesso de dólares.  "É aquilo que já vinha fazendo antes da crise e voltou a fazer face a essas entradas maciças que estão ocorrendo e devem continuar a ocorrer", acrescentou Arruda. A baixa foi favorecida também pela divulgação da ata do Fed.  Mas, mesmo com a tendência de queda, a moeda norte-americana respeitou o patamar de R$ 1,800. Para Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, muitos agentes estão defendendo a cotação por estarem comprados em dólar (apostando na alta da moeda).

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