Bovespa fecha acima de 71 mil pontos pela 1ª vez

Ganhos nos mercados de NY e movimentação de investidores levam Bolsa de SP a fechar em alta de 2,09%

Claudia Violante, da Agência Estado,

15 de maio de 2008 | 17h42

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) trabalhou o dia todo em alta, influenciada pela movimentação dos investidores em torno do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira, bem como pelos ganhos das bolsas norte-americanas. Até mesmo um boato de um novo investment grade, desta vez pela Fitch, chegou a circular nas mesas nesta quinta-feira, 15, construindo um cenário sólido de ganhos do início ao final. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 2,09%, na máxima pontuação do dia, aos 71.492,4 pontos, que vem a ser recorde de fechamento e também intraday, substituindo os números da última terça-feira (70.503,2 pontos no fechamento e 71.084 pontos no intraday). Foi o sétimo recorde de 2008. Na mínima, a Bolsa registrou 70.031 pontos (+0,01%). Com o resultado desta quinta, os ganhos em maio somam 5,34% e, em 2008, 11,91%. O giro financeiro totalizou R$ 5,991 bilhões (preliminar). O vencimento de opções sobre ações na segunda-feira foi o principal motor da elevação desta quinta, empurrando para cima principalmente as ações de Petrobras e Vale. As compras de papéis da estatal do petróleo fizeram com que seu fechamento fosse na contramão do petróleo no exterior: os contratos para junho, que vencem hoje, recuaram 0,08%, para US$ 124,12, enquanto os de julho caíram 0,21%, a US$ 123,85. Petrobras ON, no entanto, subiu 1,88% e, PN, 1,75%. Vale ainda teve o refresco dos metais no exterior, que avançaram diante da análise de que a China vai precisar de mais metais para reconstruir as áreas do país atingidas pelo terremoto que ocorreu na segunda-feira. A mineradora brasileira ainda é beneficiada pela notícia de que o mercado doméstico de aço está muito aquecido e que o repasse de preços, assim, fica facilitado. Vale ON subiu 3,48% e Vale PNA, 2,88%. O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) previu que o setor siderúrgico brasileiro ingressou num "período virtuoso" e deverá atingir capacidade instalada de 80,6 milhões de toneladas/ano em 2015, ano em que a produção deverá totalizar 39,8 milhões de toneladas, suficiente para suprir a demanda interna (consumo interno das siderúrgicas mais importação). Com tais notícias, os papéis do setor tiveram alta generalizada. Nos EUA, as bolsas em Nova York avançaram no final da tarde animadas com a expectativa de fusões e aquisições. Antes disso, o índice de atividade empresarial do Fed da Filadélfia melhor do que o previsto já vinha ajudando as bolsas, que não deram muita bola para a queda da produção industrial em abril (-0,7%, ante previsão de -0,4%).  O índice de atividade do Fed da Filadélfia subiu para -15,6 em maio, de -24,9 em abril - analistas esperavam que o índice fosse a -20,0. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,73%, o Nasdaq avançou 1,48% e o S&P 500 ganhou 1,06%. O enfraquecimento do petróleo também ajudou.

Tudo o que sabemos sobre:
Bovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.