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Bovespa fecha acima dos 61 mil pontos pela 1ª vez na história

Alta é impulsionada pelas ações da Vale, prestes a se tornar a maior empresa do País em valor de mercado

Agência Estado e Reuters,

27 de setembro de 2007 | 17h46

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) bateu seu 4º recorde seguido de pontos, e o 36º do ano, nesta quinta-feira, 27, atingindo a marca inédita de 61.052,4 pontos, com alta de 2,24% e volume de R$ 6,187 bilhões. Veja também: Crise nos EUA mostra boas condições da economia brasileira, diz Celso Ming   A alta do mercado foi impulsionada pelas ações da Vale do Rio Doce, que está prestes a se tornar a maior empresa do País, em termos de valor de mercado, superando a Petrobras. Ambas valem nesta quinta R$ 291 bilhões, com uma pequena vantagem para a petrolífera. O valor de mercado corresponde ao número de ações de uma empresa multiplicado pela respectiva cotação dos papéis em Bolsa. Vale PNA subiu 4,33%, para R$ 53,00, enquanto Vale ON ganhou 4,16%, para R$ 63,14. Já Petrobras PN teve alta de 0,84%, para R$ 60,35, enquanto a ON avançou 2,09%, para R$ 70,78. O mercado de câmbio acompanhou o viés positivo na Bovespa, em meio à tranqüilidade no exterior. As ações norte-americanas operaram em leve alta na maior parte do dia, e o mercado europeu também subiu. A moeda norte-americana fechou a R$ 1,844, em baixa de 0,16%. Durante a sessão, o dólar chegou a ser cotado a R$ 1,838, no menor valor desde setembro de 2000.  A alta da Bovespa nos últimos dias tem sido reforçada pela atuação dos investidores estrangeiros, cujos dólares irrigam o mercado de câmbio local.  O capital externo também tem entrado no País, segundo agentes de mercado, por conta da diferença entre os juros pagos aqui e no exterior - que aumentou na semana passada, quando o Federal Reserve cortou a taxa básica de juro dos Estados Unidos.  "(E) o pessoal está achando que o Fed vai dar mais um corte na taxa de juros... Daí os ativos brasileiros ficam mais atrativos ainda", disse Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy.  Essa perspectiva de aumento do fluxo cambial positivo, que havia secado com a turbulência recente no exterior, influencia o mercado futuro de câmbio e coloca mais combustível na valorização do real.  Muitos agentes, como os estrangeiros, estão passando a vender dólares no mercado futuro com mais intensidade, já que acreditam que o dólar terá no futuro uma cotação mais baixa e portanto menos vantajosa para a venda.  Além disso, com a chegada do fim do mês, os investidores começam a tentar influenciar a cotação do dólar à vista com o objetivo de garantir um lucro maior - ou um prejuízo menor - na liquidação dos contratos futuros em vencimento.  Isso provoca uma queda-de-braço entre vendidos e comprados pela formação da Ptax (taxa média do dólar) do final do mês. Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, "os vendidos estão empurrando o dólar (para baixo) aos poucos e vão ganhar de novo". Para ele, a moeda norte-americana tem espaço para cair até R$ 1,80.

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