Bovespa fecha acordo de integração com bolsa do México

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou acordo com a Bolsa Mexicana de Valores para um plano piloto de integração dos mercados brasileiros e mexicanos de capitais. O projeto inicial teve seus pontos básicos acertados numa reunião na segunda e terça-feira passados entre o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano, e o da mexicana, Guillermo Treviño. A integração tem o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que vai financiar o projeto de integração. A integração ocorrerá por meio da criação do corretor-correspondente, que será autorizado a receber pedidos de compra e vendas de ações da bolsa de valores parceira. "Não haverá a integração das duas bolsas, mas a atuação dos corretores-correspondentes", explicou Magliano. O plano piloto da integração prevê sua aplicação com o mínimo de mudanças na legislação em vigor. A implantação deverá ser concretizada até o fim de 2005 e é o primeiro passo para a conexão entre os mercados da América Latina. "A medida vai assegurar um enorme ganho de liquidez dos mercados", disse Magliano, que irá a Lisboa em 26 de novembro para discutir a mudança da legislação necessária para esta integração. A Bovespa tem um volume médio negociado de US$ 400 milhões e a Bolsa Mexicana, de US$ 200 milhões. "São os dois maiores mercados da América Latina", lembrou Magliano. Início do projeto O projeto começou a ser discutido na reunião técnica do BID em Washington, no ano passado, quando o seu presidente, Henrique Iglesias, apresentou esta proposta como uma forma de aumentar a liquidez das empresas que não têm acesso aos mercados de capitais internacionais nem ao fluxo de investimentos regionais. "É uma maneira de aumentar a poupança interna e reduzir a dependência dos empréstimos internacionais", disse Magliano.

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