Bovespa fecha com pequena alta, com Petrobras e Vale

Preocupações com inflação e Estados Unidos pesam e Bolsa de SP fecha quase estável, com ganho de 0,04%

Claudia Violante, da Agência Estado,

23 de junho de 2008 | 17h42

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu a semana no azul, ajudada pelas blue chips Vale e Petrobras. Como as preocupações com a inflação e a crise norte-americana continuam, o movimento por compras foi muito tímido - o que garantiu à sessão o menor volume financeiro do mês de junho. Veja também:Dólar acompanha cenário externo e fecha em alta de 0,44%Petróleo nos EUA fecha em alta por temores com Nigéria O Ibovespa encerrou o dia com ganho de 0,04%, aos 64.640,4 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.440 pontos (-0,27%) e a máxima de 65.401 pontos (+1,22%). No mês, a Bolsa tem perdas de 10,85% e, no ano, alta de 1,18%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 4,050 bilhões - bem abaixo da média diária do mês, de R$ 6,630 bilhões, segundo a Bolsa. O petróleo foi um dos destaques da sessão, após o encontro entre produtores que terminou no domingo em Jeddah, na Arábia Saudita, frustrar as expectativas. Foi efetivado apenas o aumento da produção de 200 mil barris por dia da Arábia Saudita, anunciado na semana passada. O país, o maior exportador do mundo, também se propôs a ir além da produção se assim for necessário. Mas foi só. Além do resultado pífio deste encontro, pressionaram as cotações para cima a greve dos trabalhadores da unidade da Chevron na Nigéria, mesmo país em que ocorreram vários ataques militares na infra-estrutura do setor energético do país, operada pela Royal Dutch Shell, pela Eni e pela Chevron. Com tudo isso, o contrato para agosto do petróleo negociado na Nymex fechou em alta de 1,02%, para US$ 136,74. Isso acabou pesando sobre Wall Street, que trabalhou muito volátil nesta segunda, mas conseguiu fechar estável. O índice Dow Jones se manteve em 11.842,4 pontos, enquanto o S&P avançou 0,01% e o Nasdaq caiu 0,85%. As ações dos setores financeiro e automotivo estiveram entre as maiores quedas em Nova York, com destaque para a General Motors. Na sexta-feira, seu rating foi cortado pela S&P, que também reduziu a nota da Ford e da Chrysler, enquanto a Moody's colocou o rating da Ford e da Chrysler em direção a um rebaixamento. A Moody's rebaixou a GM em abril. No setor financeiro, o Citigroup e Goldman Sachs reduziram o número de funcionários e analistas do Goldman Sachs rebaixaram recomendação para o setor financeiro. Petrobras Aqui, Petrobras conseguiu acompanhar a alta do petróleo e subiu. Petrobras ON, 1,93%, e Petrobras PN, 1,76%. Vale também acompanhou e avançou 1,88% as ON e 1,60% as PNA. Os investidores aproveitaram os preços baixos depois do tombo de junho e foram às compras das ações da mineradora com a notícia de que a siderúrgica chinesa Baosteel aceitou o reajuste de 85% no preço do minério de ferro pedido pela mineradora australiana Rio Tinto. O aumento foi superior aos reajustes de 65% e 71% anunciados pela Vale em fevereiro, sinalizando a enorme demanda global pelo minério, particularmente por parte da China. Apesar das blue chips em alta, o volume foi fraco porque a agenda é carregada na semana, com destaque para a quarta-feira, quando o Fomc anuncia a nova taxa de juros dos EUA. A avaliação predominante é de que a taxa continuará em 2% ao ano, mas há a preocupação com o que trará a ata da reunião.

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