Bovespa fecha com perda de 0,96%; dólar sobe

A Bolsa de Valores de São Paulo aprofundou nesta quinta-feira a realização de lucros iniciada na quarta, e o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,96%, aos 44.019 pontos. O câmbio sustentou-se em alta pelo segundo dia consecutivo. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) o dólar à vista encerrou com ganho de 0,15%, a R$ 2,143, enquanto no mercado interbancário o dólar comercial subiu 0,19% e terminou cotado a R$ 2,144.Na quarta, a Bovespa já havia devolvido o recorde histórico do primeiro pregão do ano, pressionada pelo medo de desaceleração maior do que a esperada da economia norte-americana e também pela queda persistente do preços das commodities. Esse receio em relação à economia nos EUA voltou a rondar os negócios no final da tarde de quarta, com a divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de dezembro, que mostrou uma preocupação com os riscos inflacionários e com a possibilidade de crescimento menor da atividade. Analistas destacam que a preocupação com a perda de vigor da economia norte-americana ajuda a derrubar as cotações das commodities, além dos fatores específicos de cada metal. Para o Ibovespa, cujas ações de maior peso são representantes do setor de commodities, o efeito é muito negativo. Na mínima desta quinta, o Ibovespa perdeu o patamar dos 44 mil pontos, caindo 1,85%, para 43.623 pontos. O volume foi forte, totalizando R$ 3,45 bilhões.Os papéis das siderúrgicas passaram parte do dia como líderes no ranking de maiores perdas do dia, na esteira da queda de seus pares na Europa. Arcelor Brasil registrou perda de 2,85% e Gerdau PN encerrou em baixa de 2,78%.Os preços das ações da Petrobras também sofreram quedas, refletindo a desvalorização do petróleo nos mercados internacionais. Além disso, a empresa informou esta manhã que pela primeira vez em sua história o valor de mercado das ações superou US$ 100 bilhões, (atingiu US$ 103 bilhões). A ação preferencial, a de maior peso no Ibovespa, caiu 2,14%. A ordinária recuou 2,99%.DólarA piora das bolsas em Nova York desencadeada na quarta pelo alerta contido na ata da reunião do Fed teve continuidade nesta quinta após os dados fracos de atividade no setor de serviços e de revendas de imóveis do país, que estimularam perdas nas ações.Nem o fluxo positivo pelo segmento comercial foi capaz de anular o impacto desfavorável dos dados do exterior e também da elevação do risco Brasil sobre as cotações do dólar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.