Carlos Severo/Fotos Públicas
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Bolsa sobe com ação de investidor estrangeiro

Atentados em Paris não foram determinantes para os mercados brasileiros de ações e de câmbio; Bovespa subiu 0,71%, puxada pela Petrobrás, enquanto o dólar recuou 0,63%, para R$ 3,81

Claudia Violante e Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2015 | 18h06

A Bovespa apagou a indefinição inicial e se firmou em alta à tarde, sustentada pelo fluxo comprador por parte do investidor estrangeiro e de olho na valorização das bolsas norte-americanas. Petrobrás foi o principal destaque da sessão, com ganhos na casa dos 6%, ajudada pela valorização do petróleo. Em paralelo, o dólar recuou ante o real, apesar do avanço da moeda americana no exterior, após os atentados terroristas em Paris.

O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,71%, aos 46.846,87 pontos. Na mínima, marcou 46.399 pontos (-0,25%) e, na máxima, 46.905 pontos (+0,83%). No mês, acumula ganho de 2,13% e, no ano, perda de 6,32%. O giro financeiro totalizou R$ 7,029 bilhões, sendo R$ 1,53 bilhão referente do exercício de opções sobre ações.

O noticiário negativo da tarde não atrapalhou a trajetória de alta da Bovespa. Os destaques foram a notícia de que a Universidade de Harvard (EUA) evacuou quatro prédios após ameaça não confirmada de bomba, e as declarações da diretora sênior da Fitch responsável pela América Latina, Shelly Shetty, de que a mudança do rating brasileiro pode ocorrer num prazo inferior ao previsto pela agência - entre 12 e 18 meses. Ela chamou ainda a atenção para a deterioração das contas fiscais e a escalada da dívida bruta, que podem dificultar ainda mais a governabilidade e pressionar pelo rebaixamento.

A ação do gringo, entretanto, deixou de lado esses "pormenores". Petrobrás ON fechou com ganho de 6,83% e a PN, de 5,91%, as duas principais altas do índice. Itaú Unibanco PN avançou 2,82%, também na lista.

No mercado cambial, o dólar passou por ajustes de baixa após a queda da última sexta-feira, em meio a um ambiente de liquidez reduzida. A moeda terminou a sessão em baixa de 0,63%, aos R$ 3,8158. Na mínima, marcou R$ 3,8145 e, na máxima, R$ 3,8566. No mês, acumula perda de 1,13% e, no ano, ganho de 43,51%. No mercado futuro, o dólar para dezembro estava em baixa de 0,89%, a R$ 3,8320, às 17h30.

A moeda americana até chegou a subir para acima dos R$ 3,85 no início do dia, em sintonia com o avanço visto no exterior em função dos atentados em Paris. Mas a defesa da presidente Dilma Rousseff da permanência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a percepção de que as cotações estavam exageradas tiraram força do dólar.

O movimento defensivo que houve por causa dos atentados da última sexta-feira foi suavizado ao longo da sessão. Nem mesmo as declarações da diretora da Fitch sustentaram a alta do dólar, apesar de a notícia ter trazido uma pressão pontual.

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