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Bovespa fecha em alta com ajuda de Petrobras e OGX

A forte valorização das ações de Petrobras e OGX foi decisiva para a alta da Bovespa na quarta-feira, que terminou o dia na contramão dos mercados acionários nos Estados Unidos e na Europa.

REUTERS

23 de fevereiro de 2011 | 19h13

O Ibovespa avançou 0,71 por cento, para 66.910 pontos. Na máxima, o principal índice de ações brasileiras chegou aos 67.265 pontos. O giro financeiro ficou em 9,38 bilhões de reais --o segundo maior do ano.

Em Nova York, os principais índices fecharam no vermelho. A violência na Líbia, onde o líder Muammar Gaddafi prometeu esmagar uma revolta contra seu regime de mais de quatro décadas, foi o pretexto de investidores para um movimento de correção das ações norte-americanas, que vinham acumulando altas sucessivas e rondavam o maior nível em dois anos e meio.

As tensões na Líbia, uma das maiores produtoras e exportadora de petróleo do mundo, e no Oriente Médio levaram a cotação do barril da commodity em Nova York para acima dos 100 dólares durante os negócios da quarta-feira. A commodity fechou a 98,10 dólares, alta de 2,8 por cento.

As ações preferenciais da Petrobras, as mais negociadas do pregão, exibiram ganho de 3,38 por cento, a 28,71 reais, enquanto as ordinárias da estatal, também com giro expressivo, subiram ainda mais, com alta de 4,66 por cento, a 33,01 reais.

A ação da OGX teve oscilação positiva de 2,51 por cento, saindo a 19,20 reais.

A blue chip Vale também contribuiu. A ação preferencial da mineradora subiu 1,97 por cento, a 49,25 reais, e a ordinária ganhou 1,86 por cento, a 56 reais.

A maior produtora mundial de minério de ferro divulgará seu resultado para o quarto trimestre na quinta-feira após o fechamento do mercado. Segundo pesquisa Reuters, o lucro da empresa deve atingir 5,73 bilhões de dólares de outubro a dezembro, pelo padrão contábil norte-americano.

As maiores quedas dentro do Ibovespa ficaram com as ações de Usiminas e Gol. Ambas divulgaram pela manhã seus balanços relativos ao quarto trimestre de 2010.

A Usiminas apresentou queda no lucro líquido, mas ainda assim acima da expectativa média do mercado. Contudo, a margem Ebitda despencou, com analistas mencionando a forte pressão de custos que a maior produtora de aços planos do Brasil enfrenta.

As ações preferenciais da Usiminas cederam 5,18 por cento, para 19,04 reais, enquanto as ordinárias apresentaram baixa de 2,23 por cento, a 24,15 reais.

A Gol, segunda maior companhia aérea do país, também não agradou o mercado com seus números do quarto trimestre e viu suas ações caírem 4,78 por cento, a 21,30 reais.

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