Bovespa fecha em alta de 0,41%, puxada por Petrobras

O mercado acionário brasileiro tentou acompanhar a Bolsa de Nova York, cujo principal índice opera em queda, mas foi puxado para o terreno positivo pela ações da Petrobras. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 0,41%, aos 44.997 pontos. A ação preferencial da Petrobras, papel de maior peso no Ibovespa, subiu 1,20%, para R$ 47,30, impulsionada pela recuperação dos preços do petróleo. Em Nova York, a commodity registrou alta de 3%, para US$ 59,02 o barril, após o Wall Street Journal publicar matéria em que afirma que a Arábia Saudita já informou seus clientes sobre cortes na oferta do produto - a informação, contudo, ainda precisa ser confirmada. O papel ordinário da Petrobras avançou 1,18%, para R$ 52,45.Nos Estados Unidos, os dados do mercado de trabalho divulgados esta manhã foram bem recebidos pelas bolsas inicialmente, e permitiram à Bovespa bater a máxima no dia de 0,87%. Entretanto, uma segunda leitura dos dados causou oscilação em Nova York e fez o Ibovespa operar de lado - na mínima, o índice cedeu 0,49%. Como o índice Dow Jones fechou ontem em nível recorde, esta segunda interpretação do relatório de emprego motivou os investidores a vender ações e embolsar os lucros da véspera. Às 18h08 (de Brasília), o índice caía 0,22%. Por um lado, o número de vagas criadas na economia norte-americana em dezembro foi revisado em forte alta, de 167 mil para 206 mil. E também o número de novembro foi ajustado para cima, de 154 mil para 196 mil. Mas, por outro, o número de janeiro subiu apenas 111 mil, menos do que a previsão média, de 155 mil.DólarO dólar comercial fechou em alta de 0,19%, cotado a R$ 2,105. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,14% e encerrou na máxima, também a R$ 2,105O câmbio devolveu a queda e passou a subir logo após o leilão de compra do Banco Central (BC). A correção refletiu a atuação das tesourarias na compra, já que o BC mostrou uma mudança de postura no leilão desta sexta-feira, ao aceitar 12 de um total de 13 propostas com taxas declaradas. Nas últimas atuações, o número de propostas aceitas pelo Banco Central foi pequeno, inferior a cinco normalmente. "Essa intervenção aparentemente mais forte do BC, já que não é possível ainda estimar o volume de moeda adquirido, demonstra que a autoridade agiu para mostrar força e dar sustentação ao dólar, que ontem chegou a romper os R$ 2,10", afirmou um operador.No leilão, a taxa de corte ficou em R$ 2,1010 - que correspondia à taxa de mercado do dólar à vista pouco antes do leilão. Segundo um operador, as taxas declaradas no leilão foram de R$ 2,0975 a R$ 2,1020. Cinco instituições não declararam as taxas pedidas.

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