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Bovespa fecha em alta de 0,65%; Dólar cai

Apesar da queda do petróleo e das commodities, a Bolsa registrou ganho nesta terça-feira. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 0,65%, para 38.654 pontos. O índice oscilou entre a mínima estável e a máxima de +0,97%. O volume negociado ficou em R$ 2,36 bilhões. À espera das eleições, o dólar comercial oscilou pouco e fechou em queda de 0,14%, a R$ 2,153, no mercado interbancário, após oscilar entre a mínima de R$ 2,147 e a máxima de R$ 2,154. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista recuou 0,19%, para R$ 2,152.Os investidores locais teriam se animado nesta terça com a entrada de R$ 223,569 milhões de capital estrangeiro no pregão de 5 de outubro (dado divulgado na noite de segunda-feira), um dia depois de a Bolsa ter subido 3,6%, porém acompanhada de um ingresso pequeno de recursos externos, apenas R$ 5,586 milhões. Também foi notada a presença mais atuante de investidores estrangeiros no pregão. O início da temporada de balanços nos EUA, que será aberta nesta terça à noite pela Alcoa, e a definição do quadro eleitoral no Brasil são duas variáveis que devem influenciar as compras do investidores estrangeiros. Se a safra de balanços do terceiro trimestre nos EUA for boa, as bolsas lá devem continuar a trajetória de alta, o que favorece a vinda do capital externo para os países emergentes. Mas há quem acredite que os estrangeiros vão preferir esperar o segundo turno das eleições presidenciais para tomar uma decisão mais firme em relação ao Brasil. O que inibiu uma alta mais acentuada da Bolsa nesta terça foi a queda nas cotações do barril de petróleo, que fechou cotado a US$ 58,52, com perda de 2,40% o barril, além da queda nos metais. Mesmo assim, Petrobras e Companhia Vale do Rio Doce conseguiram fechar em alta. A ação preferencial da Petrobras teve valorização de 0,61% e a ação ordinária subiu 0,22%. No caso da Vale, a ação preferencial classe A terminou com acréscimo de 1,11%.DólarO mercado doméstico de câmbio apresentou vasta liquidez, mas pequena oscilação nas cotações. Isso é reflexo de um clima de compasso de espera que, segundo os analistas, decorre da expectativa com o segundo turno das eleições presidenciais. A perspectiva é de que os investidores não façam alterações significativas nas suas posições e, a menos que alguma surpresa de peso abale as atuais convicções do mercado - para o bem ou para o mal - a tendência é que o dólar continue mostrando variações pontuais seguindo o comportamento dos mercados internacionais, notícias políticas e fluxo de recursos.Uma das convicções que os investidores mantêm é que não haverá mudanças importantes na política econômica do próximo governo, qualquer que seja o candidato a vencer o pleito do próximo dia 28. Uma prova dessa certeza foi a reação amena apresentada hoje pelo mercado às palavras do economista da FGV Yoshiaki Nakano, um dos elaboradores do programa econômico do candidato à Presidência Geraldo Alckmin. Entre outras coisas, Nakano defendeu, publicamente, taxa de câmbio flutuante, mas administrada. O mercado não gostou, mas também não alterou o rumo dos negócios por conta disso.Polêmicas à parte, o dólar caiu apoiado, principalmente, por um fluxo de recursos positivo. A queda, contudo, reduziu-se no fim do dia, refletindo a virada das Bolsas de Nova York para o terreno negativo.

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