finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Bovespa fecha em alta de 0,69%; dólar sobe

O índice Ibovespa fechou nesta terça-feira, 24, em alta de 0,69%, a 39.499 pontos, puxado principalmente pelas valorização das ações da Companhia Vale do Rio Doce e da Petrobras. O dólar fechou a R$ 2,15, em alta de 0,5%, puxado por leilão do Banco Central. Depois de passar o pregão da manhã próxima da estabilidade, a Bolsa de Valores de São Paulo melhorou no início da tarde. Além da alta do petróleo nos contratos futuros em Nova York e em Londres, as ações da Petrobras foram beneficiadas pelo recorde de produção de petróleo no Brasil atingido na segunda-feira pela estatal, de 1,912 milhão de barris por dia. Petrobras ON subiu 2,57% nesta terça para R$ 46,66.As ações da Vale subiram após a oficialização da aquisição da canadense Inco. Segundo operadores, os investidores estrangeiros compraram papéis da Vale por meio dos recibos (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York (Nyse). Como os ADRs são de classe ordinária, é essa mesma classe de ações que subiu mais forte aqui na Bolsa paulista. Os investidores deixaram em segundo plano o endividamento da empresa no curto prazo e estão olhando mais para os ganhos que a compra da Inco vai proporcionar à mineradora brasileira no longo prazo, que a partir dessa aquisição se torna a segunda maior do mundo no setor, atrás da BHP Billiton.Os analistas também destacam o fato de que a estrutura da operação não compromete a capacidade da Vale de remuneração dos seus acionistas e também a oferta de crédito à mineradora brasileira por parte de grandes bancos estrangeiros, interessados em financiar a compra da Inco, o que tende a reduzir o custo do financiamento. As ações ON da Vale fecharam com valorização de 4,64%, a R$ 54,40.O Ibovespa oscilou nesta terça entre a mínima de -0,35% (39.091 pontos) e a máxima de 0,83% (39.552 pontos). O volume financeiro do pregão foi de R$ 2,46 bilhões, com o registro de 96.597 negócios.DólarO dólar foi para as taxas máximas do dia após o leilão de compra do Banco Central realizado no meio da tarde, no qual voltou a aceitar um grande número de propostas nesta terça - nove entre 16 apresentadas. A maior disposição demonstrada pelo BC na compra na segunda e na terça, comentários de que a Companhia Vale do Rio Doce poderá vir a comprar moeda para honrar compromissos relativos à aquisição da canadense Inco e algumas operações de proteção de perdas antes das eleições foram apontados como justificativas para a pressão final sobre as cotações.O fluxo cambial no dia foi aparentemente equilibrado. O dólar negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros atingiu à tarde a máxima de R$ 2,151 (+0,62%), mas desacelerou para fechar a R$ 2,1501 nos contratos de liquidação à vista, valorização de 0,57% em relação a segunda. No mercado interbancário, o dólar comercial fechou a R$ 2,15, alta de 0,56%.Declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a regulamentação das medidas cambiais que permitirá ao exportador permanecer com 30% dos recursos no exterior, deve ser divulgada em breve não chegaram a mexer com o câmbio, segundo operadores consultados. Mantega disse que tem pressionado a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para que conclua rápido o parecer jurídico da medida.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 18h10

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.