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Bovespa fecha em alta de 0,87%; Dólar encerra em queda

A recuperação das ações de Petrobras e o desempenho tranqüilo do mercado internacional sustentaram a alta da Bovespa no vencimento de opções sobre ações. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou o dia com ganho de 0,87%, aos 36.482 pontos. Na mínima, o índice recuou 0,10%. Na máxima, subiu 1,38%. O dólar passou o dia em queda no mercado doméstico, com os investidores confiantes na idéia de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) sustentará a decisão de interromper a trajetória de alta nas taxas de juros norte-americanas, em sua reunião desta semana (dia 20, quarta-feira). O volume de negócios ficou em R$ 2,22 bilhões. Do total, R$ 446,179 milhões vieram do exercício de opções de compra e de venda de ações. Os negócios do vencimento de opções ficaram dentro das expectativas dos analistas e bem abaixo dos registrados em agosto (R$ 1,095 bilhão). A alta das ações de Petrobras, o papel mais negociado do pregão, acompanhou a recuperação técnica dos preços do petróleo. Depois de terem caído para abaixo dos US$ 63,00 o barril por alguns minutos pela manhã, os preços retomaram o sinal de alta e terminaram o dia valendo US$ 63,80 em Nova York. As ações preferenciais da Petrobras registraram nesta segunda-feira valorização de 3,57% e as ações ordinárias da empresa subiram 3,62%.DólarNo mercado interbancário, o dólar comercial encerrou em baixa de 0,23%, cotado a R$ 2,147. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,142 e a máxima de R$ 2,15. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista terminou com perda de 0,26%, valendo R$ 2,1465. Além da expectativa com relação aos juros nos Estados Unidos, os participantes do mercado computam também a perspectiva de fluxo positivo nos próximos dias. As apostas na estabilidade da taxa de juros dos EUA foram consolidadas na sexta-feira, com a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI). A taxa ficou exatamente no mesmo nível do estimado pelos analistas, em 0,2%. O núcleo, que exclui os preços de energia e alimentos, e que exibiu variação de 0,2%, também veio em linha com o esperado. Por isso, hoje, o mercado seguiu monitorando os dados da economia dos EUA, mas com maior confiança.Foram divulgadas nesta segunda as informações sobre o fluxo de capital estrangeiro para os EUA, que foi positivo em US$ 32,9 bilhões em julho. O volume é o menor desde maio do ano passado e ficou abaixo do previsto pelos economistas (US$ 50 bilhões). Isso levou à avaliação de que os investidores internacionais estão considerando a estabilidade, ou até queda, do juro dos EUA por tempo maior e enfraqueceu o dólar no mercado norte-americano. E respingou por aqui, contribuindo para consolidar a trajetória de desvalorização do dólar perante o real.

Agencia Estado,

18 de setembro de 2006 | 17h52

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