Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bovespa fecha em alta de 1,13% após dia de oscilação

Após mínima de -2,31% durante o pregão, Bolsa de São Paulo consegue recuperar parte da queda de quinta

17 de agosto de 2007 | 17h29

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta sexta-feira, 17, após um dia de intensa oscilação no mercado brasileiro. O Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 1,13%, fechando aos 48.558,8 pontos e recuperando parte da perda da véspera. Na máxima do dia, o índice chegou a subir 3,28% e, na mínina, cedeu 2,31%.  Veja também:Dólar tem a maior queda em 15 meses; Bovespa sobePerda de alguns fundos não é o fim do mundo, diz MantegaEm movimento surpresa, Fed reduz taxa de redesconto a 5,75%Crise já respinga na economia realBolsa de Tóquio cai 11% em uma semana'Por enquanto', Brasil está seguro diante da crise, diz LulaBrasil sairá da crise como escolhido para investimentos, diz MantegaFechamento dos mercados nesta quinta-feira Em quase um mês, empresas brasileiras perderam US$ 209,7 biO sobe de desce do dólar Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA   O dólar fechou a R$ 2,025, com baixa de 3,2%. É a maior queda diária desde maio do ano passado. A moeda norte-americana, porém, teve alta de 3,7% na semana e ainda acumula avanço de 7,5% no mês.  A saída de investidores estrangeiros, que pressionou o dólar nos dias de maior turbulência, foi interrompida nesta sessão em meio à alta das bolsas de valores internacionais e à forte queda do Risco País. Por volta das 18 horas, o risco Brasil despencou 9,17% a 208 pontos-base; enquanto o risco de países emergentes cedeu 6,37% a 235 pontos-base. A melhora do cenário externo ocorreu após a decisão inesperada do Federal Reserve de cortar em 0,5 ponto percentual a taxa cobrada em seus empréstimos aos bancos comerciais.  A medida foi adotada pelo banco central norte-americano tendo em vista que os riscos ao crescimento da maior economia do mundo aumentaram "consideravelmente". A medida facilita o acesso à liquidez no sistema bancário.  "Essa foi a informação predominante para acalmar. Mas é um pouco paliativo, o que vale mesmo para que os mercados se acalmem é o tempo", disse Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora, argumentando que os investidores ainda não têm noção do tamanho das perdas associadas ao mercado de crédito de alto risco nos Estados Unidos, epicentro da turbulência. "O que na minha opinião estressa muito o mercado é não saber em que pé estão as coisas."  Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, fechou com valorização de 1,82%, aos 13.079 pontos. O Standard & Poor's 500 avançou 1,78%, em 1.449 pontos e o indicador tecnológico Nasdaq subiu 2,2%, aos 2.505 pontos.  As bolsas a Europa fecharam em alta, depois de uma sessão bastante volátil. O índice FTSEurofirst 300 subiu 2,44%, a 1.475 pontos. Na máxima, chegou a avançar 3,5%. No acumulado da semana, porém, o índice recuou 0,2%.  Entre as maiores altas ficaram as ações do HSBC, que subiram 4,7%, Royal Bank of Scotland, que dispararam 6% e ABN AMRO, com alta de 5,4%.  Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 3,5%, a 6.064 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX avançou 1,49%, para 7.378 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 1,86%, a 5.363 pontos.  Ásia O mercado asiático não chegou a repercutir a decisão do Fed, pelo fuso. O índice de ações japonês Nikkei caiu mais de 5%, na maior queda percentual diária em quase seis anos.  O indicador MSCI que mede as bolsas de valores da Ásia com exceção do Japão perdeu 1,87%. Mais cedo, chegou a recuar 2,7%, atingindo menor nível em quatro meses e meio.  O indicador acumulou perda de 10,8% nesta semana, a pior performance semanal desde janeiro de 1998, quando se desvalorizou em 12,4%. Com o movimento desta sexta-feira, o índice registra perda de quase 20% desde o recorde de alta de 24 de julho. Os ganhos no ano foram reduzidos a pouco mais de 2%.

Tudo o que sabemos sobre:
Aversão ao risco

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.