Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bovespa fecha em alta de 1,24%, após oscilação

Principal índice da Bolsa chegou a recuperar o importante patamar dos 50 mil pontos ao longo do dia

Agência Estado e Reuters,

21 de agosto de 2007 | 17h51

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) alternou altas e baixas durante a manhã e só engatou movimento mais firme de recuperação de preços no início da tarde, depois da reunião de três grandes nos Estados Unidos, sobre a crise no mercado de crédito. O Ibovespa, principal índice, chegou a recuperar o importante patamar psicológico dos 50 mil pontos, quando avançou 1,74%, no melhor momento do dia, mas não sustentou esse ganhos. O índice fechou em alta de 1,24%, aos 49.815 pontos. O dólar, por sua vez, diminuiu a intensidade do sobe-e-desce e fechou em alta de 0,25%, em uma sessão dominada pela cautela à espera de notícias sobre a crise. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,034.  Os mercados internacionais ganharam ânimo com a reunião entre o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, o presidente do comitê bancário do Senado norte-americano, Christopher Dodd, e o secretário do Tesouro, Henry Paulson. O senador Dodd relatou após a reunião que Bernanke disse estar disposto a utilizar todos os instrumentos disponíveis para enfrentar a atual crise.  Com essa reunião, cresceram as expectativas de que o Fed poderá cortar a taxa básica de juros do país antes da reunião de 18 de setembro. O corte ainda não veio, contudo, e as ações devolveram parte dos ganhos do dia quando o fim dos negócios se aproximou e as expectativas sobre o Fed não se confirmaram.  Além disso, o dirigente regional do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, alertou hoje que a inflação continua sendo o risco. Esses sinais confusos do BC americano ao mercado colaboraram para que as bolsas de valores encerrassem o dia em Nova York em direções divergentes, com o índice Dow Jones em queda de 0,23% e o Nasdaq em alta de 0,53%. O volume financeiro da Bovespa totalizou hoje R$ 3,93 bilhões, o menor montante desde o última dia 13. Esse giro mais reduzido é sinal de que os investidores ainda estão inseguros, cautelosos com o desenrolar dos acontecimentos no curto prazo, e com medo de que surjam mais notícias sobre problemas em fundos e em instituições financeiras. Dólar O dólar já começou o dia em alta, influenciado pela fraqueza nos mercados internacionais. Segundo Mario Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação, houve saídas importantes de estrangeiros no início da sessão, principalmente no mercado futuro de juros e câmbio.  Paulo Fuijsaki, analista de mercado da corretora Socopa, frisou também a prudência de muitos exportadores, que esperavam uma definição mais clara antes de oferecer os dólares trazidos pelo comércio exterior.  Ao longo do dia, porém, a relativa calmaria das bolsas de valores permitiram que a cotação da divisa cedesse e se mantivesse perto da estabilidade. "A gente vai passar (por) alguns dias de cautela, (temos que) esperar bastante para observar o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer", disse Battistel.

Tudo o que sabemos sobre:
Aversão ao riscoBovespadólar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.